Adriana Marinelli
Goiânia – O corte do adicional noturno e do pagamento do adicional de insalubridade por parte da Prefeitura de Goiânia motivou uma manifestação de servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Goiânia (SAMU).
Na manhã desta sexta-feira (30/5), um grupo de trabalhadores se reuniu em frente à sede do Samu, no Jardim Goiás e, de acordo com eles, que também lutam por melhores condições de trabalho, a chance de uma paralisação definitiva é grande.
Os serviços ficaram comprometidos por pouco mais de uma hora, durante a manifestação, já que apenas 30% do efetivo continuou no trabalho durante o protesto.
De acordo com a Associação dos Servidores do SAMU de Goiânia, a prefeitura, que já havia cortado o adicional noturno há dois meses, também teria cortado nesta semana, sem justificativa, o adicional de insalubridade. "Fizeram isso sem a menor justificativa. Não tem cabimento! E, fora isso, temos ainda outras reivindicações", afirmou o presidente da associação Judson Kennedy ao jornal A Redação.
Diretor-geral do Samu Goiânia, Dr. Carlos Henrique Duarte Bahia, garante que a situação será normalizada em, no máximo dez dias. De acordo com ele, houve um erro no sistema da folha de pagamento e, por isso, aconteceram os cortes. A previsão é que ressarcimento dos servidores também seja realizado no mesmo período, os dez dias.
Mesmo diante da promessa de regularizar a situação, os profissionais do Samu Goiânia não descartam a greve. De acordo com a categoria, a paralisação definitiva teria sido acertada durante uma assembleia realizada na última segunda-feira (26/5).