Alexandre Parrode
Atualizada às 14 horas
Anápolis – A presidente Dilma Rousseff já está em Anápolis para a inauguração do trecho entre Palmas (TO) e a cidade goiana da ferrovia Norte-Sul. Além dela, o governador Marconi Perillo e autoridades regionais, como o ex-prefeito daquele município, Antônio Gomide, os deputados federais Rubens Ottoni e Ronaldo Caiado, e o Ministro dos Transportes, César Borges estão presentes.
Na manhã desta quinta-feira (22/5), a petista inaugura a obra que completa 27 anos e foi prometida para 2010, ainda no governo Lula e usada como propaganda política na campanha presidencial.
Dilma, Marconi e autoridades posam para foto com populares (foto: Marconi Equipe)
Ao discursar, o governador Marconi Perillo ressaltou o respeito que tem pela presidente Dilma. "Reconheço publicamente tudo que a presidente tem feito por Goiás. Sempre trabalhando de forma republicana", disse. "A exemplo da senhora, presidente Dilma, sempre busco estabelecer parcerias com as prefeituras goianas", acrescentou o governador.
Depois de descerrar a placa de inauguração da ferrovia, Dilma iniciou suas palavras e retribuiu os elogios do governador tucano. "Reconheço o trabalho realizado em Goiás." A presidente fez uma breve retrospectiva sobre o andamento das obras da Norte-Sul. "Com essa ferrovia, Goiás será, mais do que nunca, um polo logístico", afirmou.
Ao comentar o atraso na entrega da Norte-Sul, Dilma lembrou que todo o processo da ferrovia demorou 27 anos. "Dizem que demorou 27 anos, é verdade, mas eu vou dizer o seguinte: demorava 27 anos. Hoje, não demora mais 27 anos", afirmou.
Histórico
Como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o orçamento inicial do projeto era de R$ 4,28 bilhões, que teve cerca de R$ 400 milhões acrescidos nos últimos anos para suprir gastos oriundos de deficiências no projeto original, superfaturamentos apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e obras refeitas devido à má execução.
Os 850 km de ferrovia foram marcados por polêmicas, que incluem a prisão do ex-presidente da estatal Valec, responsável pela obra, José Francisco das Neves, o Juquinha – por ocultação e dissimulação da origem de dinheiro de contratos de trechos da Norte-Sul.
Além disso, a obra não está totalmente finalizada. Parte dela ainda deverá ser concluída nos próximos meses, a exemplo, a complementação de rampas de acesso em concreto.
Manifestação
Antes da chegada da presidente, aproximadamente 300 pessoas protestavam contra o governo petista no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), local próximo à cerimônia de inauguração, provocando enorme engarrafamentos na BR-153.
(Foto: Cleiton Torres da Silva)
Uma publicação do Sindicato de Metalúrgicos de Anápolis no Facebook cobrava: "todo dia tem congestionamento e acidentes no trecho do desvio que foi feito, aliás mal feito, para contornar as obras do viaduto, e os trabalhadores e toda população de Anápolis não podem ficar a mercê do descaso do governo federal, que está há mais ano com as obras por acabar".
(Foto: reprodução/Facebook)