Lorena Lara
Goiânia – Após uma reunião ocorrida nesta segunda-feira (19/5) entre o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Goiânia (Setransp) e os sindicatos dos motoristas da capital, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviário do Estado de Goiás (Sindittransporte) e o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo), permanece a falta de acordo sobre os salários dos motoristas.
Sem uma decisão tomada, outra reunião foi marcada para a próxima quarta-feira (21/5), às 14 horas. "Faremos uma nova audiência", afirmou o vice-presidente do Sindicoletivo, Fernando Melo. Perguntado sobre o acordo feito na última semana, referente ao reajuste salarial dos motoristas, Fernando ressaltou que "o Sindittransporte não ouviu a categoria".
Segundo informações da assessoria de comunicação do Tribunal Regional do Trabalho, onde a reunião desta tarde ocorreu, o Sindicoletivo foi orientado a falar com os motoristas para que não haja nenhum tipo de paralisação no transporte coletivo de Goiânia e Região Metropolitana, mas o próprio sindicato está dividido entre aguardar a próxima reunião ou paralisar os trabalhos enquanto não houver acordo.
De acordo com a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), o funcionamento das linhas segue normal nesta segunda-feira e não há nenhuma ocorrência de anormalidade no serviço.
Quebradeira
Na sexta -feira (16/5), depois que os motoristas interromperar as saídas de vários terminais, manifestações tomaram conta dos espaços. Usuários inconformados com os atrasos apedrejaram, em diversos pontos da capital, pelo menos 30 ônibus.
Diante da quebradeira e para evitar novos prejuízos, todas as concessionárias da Região Metropolitana, incluindo a Metrobus, decidiram recolher os ônibus às 20 horas. O serviço só foi normalizado no sábado (18/5), mas o impasse entre os sindicatos continuam.