Adriana Marinelli
Goiânia – Diante do tumulto registrado durante todo o dia e da grande quantidade de ônibus depredados e danificados em Goiânia nesta sexta (16/5), todas as concessionárias da Região Metropolitana, incluindo a Metrobus, decidiram recolher os ônibus a partir das 20 horas de hoje.
De acordo com a Rede Municipal de Transporte Coletivo (RMTC), os ônibus serão recolhidos em função de ameaça à segurança dos motoristas e passageiros por parte de integrantes do Sindicoletivo que não ficaram satisfeitos com o acordo de reajuste salarial assinado na quinta-feira (15).
Ainda de acordo com a RMTC, a operação do transporte coletivo será normalizada na manhã deste sábado (17/5). Nesta sexta, pelo menos 20 ônibus foram depredados.
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Também conforme foi informado pela Rede de Transportes, a Justiça do trabalho proíbe que integrantes do Sindicoletivo impeçam partida de ônibus nas garagens ou o trabalho dos motoristas.
Diante disso, o juiz Washington Teixeira estabeleceu multa de R$ 50 mil por cada ato de descumprimento à ordem, a fim de garantir a circulação dos ônibus.
Representantes do Sindicoletivo também estão proibidos de chegar perto das garagens de ônibus, conforme decisão judicial.
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp) informou, no final da tarde desta sexta-feira (16), que "todos os esforços estão sendo feitos para normalizar o serviço". A nota também afirma que não há uma greve de motoristas, já que o acordo foi assinado, definindo o reajuste de salário e de vale-refeição.
Confira a nota na íntegra:
O SETRANSP informa à comunidade da Região Metropolitana de Goiânia que todos os esforços estão sendo feitos para normalizar o serviço público de transportes, mesmo que grupos estranhos ao sistema estejam agindo para bloquear o serviço e depredar ônibus e terminais.
Não há uma greve de motoristas já que, após meses de negociação, foi assinada convenção coletiva de trabalho, com reajuste do salário, do vale refeição e anuênio que somam 11,44%. Neste período a inflação foi de 5,3%. Em dois anos os motoristas tiveram reajuste superior a 20%, sem repasse para a tarifa, o que representa ganho real e valorização da categoria.
O acordo coletivo foi assinado com o Sindittransporte, representante legal dos motoristas. O Setransp está recorrendo aos órgãos de segurança e à justiça do trabalho para proteção aos motoristas e garantia de funcionamento do transporte público, que é um direito essencial da população.