Lorena Lara
Goiânia – "O terminal está fechado", informou o sargento Eberth Gonçalves, sobre o Terminal Garavelo, em Aparecida de Goiânia. Depois do tumulto que ocorreu na manhã desta sexta-feira (16/5), os ônibus pararam de circular pelo terminal.
"Tivemos quatro pessoas presas e quatro ônibus depredados", explicou o sargento. "No momento, alguns usuários saem do serviço e se aglomeram por aqui".
Terminais prejudicados
De acordo com a Rede Municipal de Transporte Coletivo (RMTC), a área sul da rede é a mais prejudicada. Conforme informou a assessoria, uma das garagens está com a saída bloqueada e o Terminal Bandeiras está sendo o mais afetado.
Ao todo, goram 20 ônibus convencionais depredados desde o início da manhã.
O sargento Antônio Rodrigues, que acompanhou a situação do Terminal Praça A, informou ao jornal A Redação que "alguns ônibus estão circulando, mas só o eixão está normal". De acordo com o sargento, são poucos os ônibus da rede convencional atendendo os usuários.
O funcionamento do Eixo Anhanguera, no entanto, também não está normalizado. O funcionamento da linha está atrapalhado pelo bloqueio dos terminais e pela falta dos ônibus queimados.
"Os motoristas da outra empresa estão colocando os ônibus na frente e fechando a saída dos terminais", informou o operador da empresa Metrobus, Ubiratan Pereira.
Confira abaixo a lista de terminais com atendimento comprometido:
Sindicato
Ainda segundo a assessoria, o Sindittransporte não concorda com a greve, que a considera "inoportuna e equivocada".
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O SETRANSP informa à comunidade da Região Metropolitana de Goiânia que todos os esforços estão sendo feitos para normalizar o serviço público de transportes, mesmo que grupos estranhos ao sistema estejam agindo para bloquear o serviço e depredar ônibus e terminais.
Não há uma greve de motoristas já que, após meses de negociação, foi assinada convenção coletiva de trabalho, com reajuste do salário, do vale refeição e anuênio que somam 11,44%. Neste período a inflação foi de 5,3%. Em dois anos os motoristas tiveram reajuste superior a 20%, sem repasse para a tarifa, o que representa ganho real e valorização da categoria.
O acordo coletivo foi assinado com o Sindittransporte, representante legal dos motoristas. O Setransp está recorrendo aos órgãos de segurança e à justiça do trabalho para proteção aos motoristas e garantia de funcionamento do transporte público, que é um direito essencial da população.