Goiânia – Depois da morte da goiana Gisele Gonzaga de Souza, de 33 anos, em Torres Novas, a 99 quilômetros de Lisboa, em Portugal, o corpo ainda não chegou ao Brasil. Já são onze dias desde que Gisele foi atingida por um monte de feno, na fazenda onde vivia.
No último dia 7 de maio, o secretário-chefe do Gabinete de Gestão de Assuntos Internacionais da Governadoria, Isanulfo Cordeiro, recebeu o pai de Gisele, que pedia ajuda ao Estado para acelerar o processo.
"Nesta sexta-feira (16/5) à tarde a Caixa Econômica Federal conseguiu concluir a operação bancária e o dinheiro foi enviado para Portugal", explicou o secretário. Quando o caso chegou ao gabinete, foi pedido o orçamento de três funerárias da cidade de Torres Novas.
"O marido dela fez isso com toda rapidez e já enviou os orçamentos no dia 8", disse. O Governo de Goiás liberou 1620 euros o valor foi remetido para Portugal hoje, para os serviços de funerária, que também é responsável pela remessa do caixão".
"Fazemos tudo com bastante rapidez para resolver as coisas, porque compreendemos a dor da família", ressaltou o secretário. Ele ainda afirmou que a demora deve ser atribuída a problemas de legislação local sobre a remoção de cadáveres.
"De um modo geral, a polícia tem que examinar o corpo para ver se houve algum crime. Depois disso, é preciso fazer uma autópsia do corpo, embalsamá-lo para conservação e ainda tem o processo alfandegário.
É preciso de uma autorização da alfândega que analisa qualquer possibilidade de contrabando. Então, é preciso encontrar um vôo que já não tenha um caixão para transportar", pontuou Isanulfo.
Para ser transportado, o caixão deve atender às regras de vigilância sanitária internacional. "O corpo fica dentro de um caixão com uma capacidade de vedação muito grande e fica pesando aproximadamente 120 quilos", informou o secretário. "Como são muito grandes, a legislação internacional permite o transporte de apenas um a cada vôo".
Conseguida a reserva em um avião, o corpo será enviado ao Brasil. "A nossa parte já foi feita com a maior celeridade possível, mas há uma legislação internacional que não dá para mudar e nem abreviar o tempo", justificou Isanulfo Cordeiro.