Lorena Lara
Goiânia – Produtores rurais se reúnem na tarde desta quarta-feira (7/5) para manifestar na sede da Companhia Energética de Goiás (Celg). Segundo informações da Polícia Militar (PM), a movimentação de pessoas começou por volta das 14 horas, com cerca de 500 manifestantes.
De acordo com o soldado Welistaner Silva, por volta das 15 horas, a manifestação ainda continuava pacífica e com menos pessoas agrupadas. "Confirmamos que há cerca de 100 pessoas no local", informou o policial.
O grupo, segundo a PM, reivindica melhorias no serviço de fornecimento de energia. Elcivaldo da Silva, produtor rural de Buritinópolis (GO), conta que existem hoje no Estado de Goiás mais de 30 mil famílias sem energia. "Na região onde eu moro a gente tem energia, mas é de péssima qualidade", conta.
"A energia cai sempre, quase todos os dias, e demora muito tempo para restabelecer". Elcivaldo conta que já chegou a esperar mais de 30 horas para que o fornecimento de energia voltasse à sua residência.
"Queremos que a Celg instale energia para as famílias que não têm, que a qualidade do serviço melhore. A gente paga caro por um serviço ruim", explica o produtor rural, que justifica as exigências dos manifestantes. Além disso, a multidão também exige diminuição do ICMS cobrado na conta de energia e a indenização para as residências que sofreram com a queda do serviço.

Consequências
Os problemas no fornecimento de energia se estendem e criam mais problemas, conforme afirma Elcivaldo da Silva. Ele carregava consigo um cano, de 40 milímetros, usado no banheiro de sua casa. Elcivaldo conta que pelo serviço ruim, falta energia para puxar a bomba de água que abastece a residência.
"Por isso, os canos vão acumulando cristais de sódio e de sal, e sobra muito pouco espaço para a água passar", completa. A falta de água afeta diretamente na produção que ele realiza em sua propriedade rural.
"Não temos água nem para tomar banho, muito menos para plantar. Tenho muitos prejuízos com a minha geladeira também", ressalta o produtor.
Por telefone, o jornal A Redação entrou em contato com a Celg, mas, por conta do final do expediente, não conseguiu o posicionamento da empresa sobre o assunto.