Adriana Marinelli
Goiânia – Maior processadora de proteína animal do mundo, a JBS Friboi é acusada de sonegar R$ 1,3 bilhão em impostos devidos ao Estado de Goiás. Nos últimos nove anos, a empresa teria recebido 49 autos de infração por suposta sonegação de impostos.
As multas foram aplicadas pelo não recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) durante o processo de exportação de carne bovina pela empresa, conforme apontam relatórios divulgados na sexta-feira (2/5) pelo jornal O Popular.
De acordo com os relatórios, a JBS é maior devedora do Estado. Dos 49 autos de infração, pelo menos oito foram julgados procedentes pelo Conselho Administrativo Tributário (CAT), órgão da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-GO). Três estão sendo discutidos judicialmente.
Resposta
Em nota divulgada nas suas redes sociais, o pré-candidato ao governo de Goiás Junior Friboi não nega a existência da dívida, mas afirma que, desde que decidiu entrar na política, deixou de ser acionista do grupo JBS. "Tomei essa atitude com dois objetivos: deixar claro que meu projeto não tinha nada a ver com as empresas e proteger minha família do jogo sujo que muita gente usa como estratégia política", justifica.
Ainda na nota, o empresário define como "suspeito" o fato dos dados terem "vazado" na imprensa três dias após o PMDB definir o nome dele oficilmente como pré-candidato do partido. "Dados que deveriam ser sigilosos, sob a guarda da Secretaria da Fazenda do Estado", acrescenta.
Segundo Friboi, a "JBS é uma das maiores contribuintes com o ICMS em Goiás. Gera empregos, desenvolvimento e paga impostos no Estado. Gera mais de 10 mil postos de trabalho direto e contribui com o agronegócio goiano, exportando os produtos do Estado. Em muitos casos, discorda de alguma cobrança. Quando isso acontece, contesta o débito nos canais corretos, tanto administrativos quanto judiciais. Ao final das demandas, cumpre o que for determinado", justificou.
Confira a nota na íntegra:
Quando entrei na política, a primeira coisa que decidi foi deixar de ser acionista do grupo JBS, a empresa de minha família e que ajudei a construir ao longo de toda a minha vida. Tomei essa atitude com dois objetivos: deixar claro que meu projeto não tinha nada a ver com as empresas e proteger minha família do jogo sujo que muita gente usa como estratégia política.
De maneira estranha e muito suspeita, três dias depois que o PMDB definiu a minha escolha como candidato ao governo de Goiás, vazam na imprensa dados sobre supostos débitos fiscais do grupo JBS com o ICMS. Dados que deveriam ser sigilosos, sob a guarda da Secretaria da Fazenda do Estado.
A JBS já respondeu e deixou claro que não há nenhuma irregularidade. Mas, em respeito à empresa, à minha família e aos cidadãos de Goiás, quero me pronunciar sobre o caso.
A JBS é uma das maiores contribuintes com o ICMS em Goiás. Gera empregos, desenvolvimento e paga impostos no Estado. Gera mais de 10 mil postos de trabalho direto e contribui com o agronegócio goiano, exportando os produtos do Estado. Em muitos casos, discorda de alguma cobrança. Quando isso acontece, contesta o débito nos canais corretos, tanto administrativos quanto judiciais. Ao final das demandas, cumpre o que for determinado.
Vale lembrar que parte importante dos supostos débitos se referem a dívidas pela incorporação do frigorífico Bertin. Se a JBS não tivesse assumido esse passivo, a empresa teria fechado e milhares de goianos teriam perdido o emprego.
A JBS não tem o que esconder. Ao contrário do governo do Estado, que causa constrangimento aos goianos por levar o Estado às páginas policiais, por seu envolvimento em denúncias com corrupção e contravenção.
O jogo sujo não me intimidará. Goiás precisa de um governo que sirva aos interesses do Estado e não ao dos políticos encastelados no poder.