São Paulo – A União Europeia vai continuar a trabalhar com a Rússia e a Ucrânia para reduzir tensões entre os dois países, mas vai manter sanções como uma opção, disse a comissária de Relações Exteriores da UE, Catherine Ashton. De acordo com ela, está sendo feito um trabalho para que o bloco de nações esteja preparado para tomar medidas contra a Rússia caso elas se tornem necessárias.
A crise na Ucrânia dominou as conversas de dois dias em Atenas entre ministros de relações exteriores da União Europeia. Falando pouco antes de uma reunião na sexta-feira o secretário britânico William Hague pediu a definição de possíveis sanções mais rígidas contra a Rússia já que até o momento houve imposição de sanções a indivíduos apenas.
O bloco de países europeus continua consultando Moscou e Washington sobre acordos econômicos com a Ucrânia e Moldávia, disse Ashton. Apesar de as conversas sobre um posicionamento único da União Europeia, houve diferenças de abordagem, que variaram de uma postura mais dura de países como Reino Unido e Suécia para países como a Grécia, que acredita que sanções não podem ser usadas de forma isolada como solução para a crise. O ministro de Relações Exteriores da Grécia, Evangelos Venizelos, disse que "sanções não são um fim em si mesmas".
O ministro sueco Carl Bildt estressou a necessidade de se solucionar o caso respeitando a lei internacional. "Eu acho que está claro que a Rússia mudou nos últimos dois anos", disse, criticando a propaganda "agressiva" de Vladimir Putin. (Agência Estado)