Lorena Lara
Goiânia –
Servidores técnico-administrativos em greve realizaram uma manifestação no início desta tarde de quarta-feira (26/3), no campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG). Segundo Paulo Guerra, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint – IFES), cerca de 250 trabalhadores se reuniram no protesto.
Com queima de pneus e bloqueio das ruas do campus, os servidores decidiram pela manifestação durante assembleia realizada nesta manhã. De acordo com o coordenador, o sindicato avaliou bem a paralisação e ressaltou a grande adesão de servidores por todo o país. Paulo ressaltou que são 36 universidades em greve e a tendência é de mais institutos aderindo à paralisação.
Já são nove dias desde que o Sint – IFES deflagrou a greve, no último dia 17 de março. "O governo não nos deu nenhuma resposta, então decidimos tomar atitudes mais fortes para externar a greve para fora das universidades", afirma Paulo Guerra.
A manifestação de hoje foi a primeira atividade das que estão por vir. O coordenador do sindicato ressaltou que há planos para que um novo protesto ocorra na Praça Universitária. Além disso, na próxima quinta-feira (27), os técnico-administrativos realizam nova assembleia para discutir a participação do Hospital das Clínicas na paralisação. Para Paulo, o mais provável é que haja um fechamento gradual e que os leitos sejam desocupados aos poucos.
A paralisação dos serviços tem prejudicado os estudantes da instituições. Anderson Rafael Reis, aluno do curso de Publicidade e Propaganda da UFG, afirma que "coisas muito importantes para o aprendizado e prática acabam sendo restritas pela falta de um técnico". Ele ressalta que a paralisação prejudica prazos e desenvolvimento de atividades. "Eu preciso pegar equipamento de fotografia e de filmagem, mas como não tem um técnico, não posso fazer isso", diz o estudante.