Adriana Marinelli
Goiânia – Suspeito de um homicídio registrado na madrugada deste sábado (1/3) no Jardim Ingá, Distrito de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal (DF), um homem identificado apenas como Eduardo foi linchado até a morte por populares. De acordo com a Polícia Militar (PM), o rapaz, conhecido como Dudu, foi alvo de várias pedradas e golpes de barras de ferro.
Em entrevista ao jornal A Redação na tarde deste sábado (1), o sargento Paulo Roberto Dias, responsável pela ocorrência, contou que o rapaz é suspeito de ter matado Daniel Amorim, conhecido no bairro como "pescoço".
"Pelo que foi apurado, esse Dudu entrou na casa onde o pescoço trabalhava como caseiro. Ainda não sabemos se ele entrou para roubar ou se entrou para discutir mesmo com o Daniel", diz o sargento. "No local foram encontradas porções de drogas, o que nos leva a acreditar que eles também podem ter discutido enquanto faziam uso de entorpecentes", completa.
Também segundo o militar, Dudu teria golpeado a cabeça de Daniel com várias pedradas. "O Daniel, conhecido como pescoço, morreu no local."
No início da manhã, quando a notícia da morte de Daniel se espalhou pelo bairro, vizinhos da vítima comentaram que viram quando o suspeito, o Dudu, deixou o local do crime. "Foi aí que muitas pessoas, inclusive alguns usuários de drogas da região, começaram a procurar por esse Dudu", explica o policial.
Ainda de acordo com o sargento, Dudu foi localizado por volta das 10 horas. Ao perceber que o grupo seguia na direção dele, o homem chegou a pular alguns muros para tentar fugir, mas foi alcançado. "Bateram muito nele! Usando uma enxada, barras de ferro e pedras, o grupo, formado por cerca de oito pessoas, o deixou bastante machucado", diz. "Umas 200 pessoas acompanharam de perto o linchamento, mas, segundo testemunhas, foram de seis a oito homens os agressores."
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel e Urgências (Samu) chegou a ser acionado, mas Dudu acabou morrendo. "Quando a polícia foi acionada, o espaço já estava cheio de curiosos, o que dificultou a identificação dos autores do linchamento. Até agora ninguém foi preso", finaliza.