(Foto: reprodução/Youtube)
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou o momento em que policiais militares agrediram Igor, que é torcedor do Vila Nova e vestia a camisa do time. O jovem conversou com o delegado Waldir Sores, titular do 8º Distrito Policial, que fica no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia, e disse que, ao contrário do que está sendo noticiado pela imprensa, não foram quatro, e sim cinco policiais que o agrediram com chutes e pancadas de cacetete.
Antes de prestar depoimento, ele registrou uma ocorrência policial, que é o ponto de partida para a abertura do inquérito. Segundo o delegado Waldir, as investigações serão concluídas dentro de, no máximo, 30 dias e o próximo passo é intimar os policiais supostamente envolvidos no caso.
Ele adianta que o inquérito deve apontar para os crime de lesão corporal e abuso de autoridade, mas não descarta também o crime de tortura, dependendo das provas colhidas.
Entenda o caso
O caso chegou ao conhecimento público por meio do vídeo que mostrava Igor sendo espancado momentos após o clássico entre Atlético e Vila Nova, no domingo (2/2), e desde então causou revolta nos torcedores, além de culminar uma uma nota de repúdio do próprio Vila Nova.
A Corregedoria da Polícia Militar (PM) entrou no caso e tomou frente da apuração dos fatos. Na terça-feira (4/2) a informação é de que a parte de identificação dos policiais estava sendo finalizada e que dois dos quatro policiais militares que participaram da agressão já haviam sido identificados.
Até o final da manhã desta quarta-feira (5/2) a PM ainda não havia se pronunciado sobre a participação de um quinto policial na agressão.
De acordo com o porta-voz da Polícia Militar, coronel Divino Alves, a confusão começou no momento em que as torcidas organizadas do Vila Nova deixavam o estádio. A versão é contestada por Igor, que alega que após o jogo houve uma espécie de confraternização da torcida do Tigrão.
"Ele contou que no meio da festa houve tumulto e uma briga. Ele correu para o banheiro com a intenção de se proteger, mas foi cercado e agredido", disse o delegado do 8ºDP, Waldir Soraes. O titular completa dizendo que nenhuma ocorrência de violência contra policiais foi registrada no domingo (2/2).