São Paulo – A Fifa condenou a violência nas manifestações no último fim de semana e afirmou que está "confiante" de que o plano de segurança que o governo brasileiro desenvolveu vai funcionar durante a Copa do Mundo, na qual acredita que os torcedores estarão protegidos.
Em um pronunciamento oficial nesta segunda-feira (27/1), a entidade máxima do futebol comentou os protestos do último sábado (25/1), ocorridos do Brasil, e que levou a presidente Dilma Rousseff a convocar uma reunião de emergência. "A Fifa respeita totalmente o direito de as pessoas protestarem de forma pacífica, sempre que os direitos dos demais também sejam respeitados", disse a entidade.
"Mas condenamos qualquer forma de violência", alertou, para em seguida enfatizar: "Estamos confiantes de que o conceito de segurança adotado pelas autoridades brasileiras vai garantir a segurança de torcedores, delegações e imprensa". De acordo com a Fifa, esse modelo "funcionou bem" durante a Copa das Confederações de 2013 e está baseado em uma estratégia que já foi usada e testada com sucesso em outros Mundiais.
Preocupação
Se publicamente a Fifa se diz "confiante", membros da entidade responsáveis pela segurança confessaram ao Estado, já na semana passada, que consideram as manifestações no Brasil como "uma séria ameaça" para a Copa. Tanto o governo quanto a Fifa já trabalham com o cenário de que essas manifestações vão se repetir na Copa.
Em Zurique, a entidade vem adotando uma estratégia de mostrar que o Mundial pode ter seu lado social, num projeto anunciado ao lado da presidente Dilma Rousseff. A iniciativa envolve ações para combater racismo, incentivar o futebol feminino e promover a paz.
Questionado pela reportagem em Davos no fim de semana, a ministra Helena Chagas, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, admitiu que "não sabia" dos detalhes sobre como esse plano será adotado. Mas indicou que, para promover a paz, uma pomba seria solta em cada jogo para simbolizar a necessidade da realização da Copa em condições pacíficas. (Agência Estado)