Adriana Marinelli
Goiânia – Em protesto contra os gastos com a Copa do Mundo no Brasil, um grupo de pouco mais de cem pessoas realizaram, neste sábado (25/1), uma manifestação pelas ruas de Goiânia. Organizado pelas redes sociais, o chamado “I Ato contra a Copa do Mundo em Goiânia” foi realizado no final da manhã, sendo que os manifestantes se reuniram em frente ao Teatro Goiânia, no centro, antes de darem início à passeata.
De acordo com a Polícia Militar (PM), todo movimento foi realizado de forma pacífica. Com cartazes que criticavam os gastos com o Mundial de futebol, o grupo percorreu algumas ruas do centro e terminou o ato na Praça do Bandeirante.
Nenhuma ocorrência policial foi registrada, mas, de acordo com a PM, manifestantes mascarados aproveitaram o protesto para atear fogo em pneus no cruzamento das avenidas Goiás com Anhanguera e também na Rua 84. O Corpo de Bombeiros esteve no local para evitar que as chamas ganhassem grandes proporções. Ninguém ficou ferido.
(Foto: reprodução/ Facebook Brenda Fawkes)
O Brasil nas ruas
Ainda para a tarde deste sábado, estão previstos protestos contra a realização da Copa do Mundo em várias outras capitais brasileiras. Em pelo menos 34 cidades haverá manifestações, convocadas por meio do Facebook. Em São Paulo, a reunião ocorrerá no vão livre do Masp, às 17 horas, e até o final da tarde de ontem 22 mil pessoas haviam sinalizado a intenção de comparecer.
Em Brasília, Belo Horizonte e Vitória (onde os atos deverão ser realizados em dois locais) são esperadas pelo menos 10 mil pessoas em cada cidade. Em todas as outras capitais, com exceção de Maceió, também haverá protesto – em Alagoas o ato está marcado para Arapiraca. A promessa é de que as reuniões serão pacíficas, sem a presença de grupos como os Black Bloc.
De maneira geral, as páginas que convidam para as manifestações contra a realização do Mundial no Brasil lembram a precariedade do sistema público de saúde no País, a falta de investimentos na educação, na área de segurança pública e em obras de infraestrutura. Também questionam os gastos com a competição, estimados em R$ 33 bilhões, e que superam os custos das Copas de 2006, na Alemanha, e de 2010, na África do Sul. (Com informações da Agência Estado)