O adolescente de 16 anos foi encontrado morto após passar a noite do último sábado (11) em bares com amigos. O caso foi registrado pela Polícia Civil como suicídio. No entanto, a família e amigos do jovem dizem que o corpo apresentava sinais de tortura.
“Nós queremos lembrar ao governo de que é preciso criminalizar todas as fobias: homofobia, transfobia, bifobia”, disse um dos organizadores do protesto, Gedilson dos Santos.
“Toda essa estrutura executiva, legislativa e judiciária precisa estar atenta e compreender que a luta anti-homofobia, antitransfobia não é uma coisa que diz respeito só a uma parcela da sociedade, diz respeito a todo mundo. Não há uma sociedade que possa se dizer livre e exercer a democracia plena, se não contemplar todas essas possibilidades”, ressaltou.
“A gente se encontrou por volta de 1h, na balada. Ficamos a noite toda andando para lá e para cá, conversando. Ele estava muito feliz, não mostrava nenhum sinal de que pudesse se suicidar”, disse o jovem que esteve com Kaique até as 6h.
“Era uma pessoa bem carismática, alegre. Adorava cantar. Sempre gravava vídeos [e postava] no Youtube cantando”, enfatizou, falando sobre o temperamento do amigo para explicar porque não acredita na hipótese de suicídio.