A Redação
Goiânia – O governador Marconi Perillo entregou, na manhã desta terça-feira, 865 diplomas aos formandos do Curso de Formação Profissional de delegados substitutos da Polícia Civil e agentes e escrivães da polícia de terceira classe. No salão lotado do Centro de Cultura, Esporte e Lazer (CEL da OAB), acompanhados por familiares e amigos, os formandos foram surpreendidos com o anúncio do governador de um decreto assinado por ele, na manhã de hoje, que os nomeia imediatamente para os cargos em que foram aprovados. O mestre de cerimônia fez a leitura do decreto e, felizes com o anúncio, os formandos comemoram com muitos aplausos.
Os 865 delegados, agentes e escrivães passaram por um rigoroso processo seletivo, no qual concorreram 30 mil pessoas. Foram nove etapas eliminatórias e classificatórias, com 325 horas/aula para agentes e escrivães e 477 horas/aula para delegados. Com a nomeação dos formandos, a Polícia Civil tem acréscimo de 30% em seu efetivo. Conforme reiterou o governador em discurso, até o final deste ano serão seis mil policiais incorporados às polícias de Goiás. O secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, informou aos formandos que o governador autorizou também o lançamento do edital para realização do concurso para polícia técnico-científica e Corpo de Bombeiros. A técnico-científica terá o efetivo dobrado, e ao Corpo de Bombeiros serão incorporados mais 800 policiais.

Segundo Mesquita, até o final deste ano, a polícia de Goiás terá saltado da 17º para 7º posição em relação ao número de efetivo. Em seu pronunciamento, Marconi contextualizou os principais problemas da criminalidade no país e falou sobre as políticas implementadas nos três últimos anos em Goiás. “Na minha percepção temos uma polícia bem formada e temos feito muitos investimentos, mas os governos estaduais são, pela Constituição, responsáveis únicos pelos recursos para pagamento de pessoal e investimentos em toda estrutura física e funcional da área da segurança pública. O primeiro problema é esse: precisamos de mais recursos. O governo Federal precisa enviar ao Congresso Nacional uma emenda à Constituição garantindo a criação de um fundo nacional onde o governo Federal, estaduais e municipais também coloquem recursos na segurança, como já acontece com a educação e a saúde”, argumentou.
Na avaliação, ele disse que o segundo maior problema é o tráfico de drogas, e o terceiro, a fragilidade da legislação. “Temos milhares de homens nas forças armadas brasileiras, mas o governo federal deveria, na minha opinião, destinar às fronteiras com a Colômbia, Bolívia e Paraguai, um grande contingente do Exercício, Marinha e Aeronáutica para vigiá-las, porque 80% dos crimes estão relacionados às drogas. Aqui criamos a Polícia de Divisas, que já estamos implementando em todas as divisas com os outros estados. Mas isso só não é suficiente. É preciso combater a entrada da droga no nosso País. O terceiro problema é que a legislação é frouxa. As polícias em Goiás prenderam um enorme volume de drogas no ano passado e também de bandidos, mas a média de um bandido ficar na cadeia é de 30 a 40 dias, depois são soltos e voltam a cometer crimes”, observou.
Concurso
O governador lembrou que em seu primeiro mandato foi realizado o maior concurso da polícia na história do Estado e que o último realizado foi o segundo maior. “Ao final desses quatro anos, vamos agregar muito mais do que seis mil homens e mulheres na polícia. Somente no serviço das Forças Armadas estamos recrutando 2,6 mil homens, e desses, 500 já estão nas ruas e 800 estão treinando, e 1,3 mil serão chamados agora. Nunca se investiu tanto como nesses três últimos anos e como se investirá em 2014”, afirmou.
(Foto: Wesley Costa/Marconi Equipe)
Marconi lembrou as ações implementadas na polícia em três anos: investimento na frota de veículos, armamentos, munições, compra de horas extras, e a criação de uma grande central de inteligência, com mapeamento das áreas mais violentas. “No ano passado, em 90% dos municípios goianos não houve nenhum crime, e aquela estatística de 2010, 2011, 2012, que vinha em torno de 25% de aumento de criminalidade caiu para 6% no ano passado, e vamos contar com vocês para que caia ainda mais. Por que eu disse que este ano será o ano da segurança com tanta convicção? É porque sei de todas as ações, projetos que estão sendo desenvolvidos. Apesar das nossas limitações, vamos cumprir os compromissos firmados com as polícias e com a segurança pública. Apesar de não termos recursos federais, estamos fazendo grandes investimentos”, declarou.