Yuri Lopes
Goiânia – Proibida de entrar ao vivo na edição deste domingo (15/12), Sabrina Sato usou o Facebook para se despedir do Pânico na Band e da equipe do programa, no qual trabalhou por dez anos, logo após ter saído do Big Brother Brasil.
Na carta, escrita pela própria apresentadora, ela diz que tem inquietações artísticas que precisa perseguir e que dói muito deixar a família Pânico.
Sabrina só apareceu em ações de merchandising gravadas previamente, antes do programa entrar ao vivo. A apresentadora também já deixou gravadas as outras ações que serão exibidas nas férias do Pânico, já a partir do próximo domingo.
Decepcionado
Em entrevista à coluna de Vivi Mascaro, do portal iG, Tutinha, o criador do Pânico, comentou a saída de Sabrina. Não imaginávamos que a Sabrina estivesse insatisfeita, com vontade de sair do Pânico. Dez anos no Pânico, de amizade, de projetos criados especialmente para 'bombar' a Sabrina e nunca imaginaríamos que a Sabrina fosse sair pela 'porta dos fundos', disse ele, em referência ao grupo de humor do qual faz parte o namorado de Sabrina, João Vicente.
Leia a carta de Sabrina na íntegra:
"Isso não é uma nota redigida por uma assessoria de imprensa. Isso não é um comunicado feito por advogados. Isso sou eu, Sabrina, em primeira pessoa, falando através do meu coração, como sempre fiz na minha vida.
Meu sonho sempre foi fazer televisão e há 11 anos entrei no Big Brother Brasil, uma experiência rica que me abriria algumas portas.
Algumas possibilidades apareceram na emissora em que eu estava. Muito nova e em meio a uma avalanche de emoções, era difícil saber que rumo tomar, mas, por mais clichê que isso possa soar, posso afirmar que meu coração já sabia pra onde nós, eu e ele, deveríamos ir: Um programa de radio chamado Pânico, onde encontraria pessoas com quem passaria os próximos 10 anos da minha vida e que rapidamente se tornariam minha família.
Nesses 10 anos, passamos momentos maravilhosos e momentos de sofrimento, porem em todos os momento, estávamos juntos, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, nos aplausos e nas vaias, por que foi assim que sempre vivemos, nos apoiando um no outro, deixando de lado ego e outras bobagens. O combinado sempre foi esse, juntos sempre, como uma família.
Dediquei grande parte da minha vida pro Pânico, com todo respeito e foco e nunca vou me arrepender disso, foi lá que tive a oportunidade de aprender a fazer o que amo fazer, onde encontrei meus fãs que eu amo, onde me encontrei.
Como nas melhores famílias, no Pânico fui feliz, sofri, amei, briguei, gargalhei, chorei, me senti forte, perdi o chão. Foi lá onde nasci, comecei a engatinhar, a andar, cresci e amadureci.
Hoje, 10 anos depois, sinto que é hora da filha sair de casa, andar sozinha. Tenho inquietações artísticas que preciso perseguir e desejos em minha vida pessoal que começam a despertar. Não está sendo fácil, doi demais, enquanto escrevo essa carta, ficar assistindo esse filme que passa na minha cabeça sem parar, é um filme que passa a minha historia, que se confunde com a historia do Pânico e é muito difícil diferenciar onde começa um e onde termina o outro.
Me doi muito entender que a partir de agora não estarei mais sentada naquele sofá domingo a noite com minha família, que não estarei mais cercada dessas pessoas que tanto amo, doi muito, muito mesmo, mas sinto que é uma dor necessária.
Dessa história, guardarei para sempre grandes irmãos e um lugar que amo, levo comigo a sensação de que nós fizemos uma trajetória linda juntos, e que agora é hora de seguir no caminho pra onde meu coração está me chamando e insistindo que é pra onde nós temos que ir, eu e ele, e com o pânico pra sempre dentro de nós.
Agradeço muito e do fundo do coração ao Emilio, Anne, Ceará ,Vesgo, Evandro, Gui, Edu, Dani, Ouriço, Ie Ie, Bola, Bolinha, Maizena, Carioca, Alan, Tutinha, as lindas Re, Carol, Nick a equipe da Band, Diego, Johnny e Claudia Saad, Rosana, toda a produção, redação, edição, direção, comercial e todos que trabalham com muito amor para colocar o Pânico no ar. Amo muito vocês.
Não sei se esse é o caminho certo ou errado. Pra falar a verdade não estou nem pensando nisso. Só sei que algo grita alto dentro de mim dizendo que esse é meu caminho, torto ou reto, o meu caminho, o que eu acredito.
Estou disposta a aprender, sei que não vai ser fácil, mas vou com as armas que tenho: coragem, paixão pelo que faço, vontade de aprender, gratidão e humildade.
Vou sentir saudades, muitas saudades…
Sabrina."