A Redação
Goiânia – Marconi Perillo lamentou nesta segunda-feira (9/12) a existência de esquemas de bastidores para destruir biografias, conforme revelou o livro Assassinato de Reputações, do ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior — recheado de denúncias sobre a "fábrica” de dossiês do governo Lula, nos quais, o governador de Goiás foi citado.
O governador repudiou vir sendo implacavelmente perseguido pelo ex-presidente, desde quando revelou ao então presidente Lula a existência daquilo que veio a ser conhecido como mensalão, uma história que agora tem detalhes revelados pelo livro de Romeu Tuma Jr. De acordo com Perillo, os fatos narrados no livro confirmam a história de um dossiê que estava sendo montado contra si em 2010, quando era senador da República.
Leia mais:
Livro de Tuma Júnior denuncia fábrica de dossiês no segundo governo Lula
Por conta do dossiê falso segundo o qual teria contas no exterior, Marconi, chegou a, numa de suas viagens internacionais, ser revistado pela polícia internacional. Marconi voltou a enfatizar que nunca teve contas fora do Brasil, o que ficou publicamente provado depois da devassa sofrida em suas contas durante na Operação Monte Carlo. “Todos os meus cheques e depósitos acima de mil reais tiveram de ser explicados à Justiça e à Receita Federal e ficou provado que não havia nada irregular", frisou.
"Entristece saber que existem no Brasil pessoas capazes de, para atingir seus objetivos mesquinhos, utilizar de mecanismos criminosos" comentou Marconi. Segundo ele, os fatos estão vindo à tona e a verdade vem sendo restabelecida. “Muito do que eu sofri nos últimos anos tem a ver com essas tentativas sórdidas, esdrúxulas, maldosas, sujas, de querer atingir a imagem de um político de oposição que não se dobra, não se enverga, não se vende, que não aceita mudar de lado", completou.
O tucano diz ter certeza de que CPI da Operação Monte Carlo teve como objetivo destruir a imagem dele, porque essa era uma estratégia de quem mandou fazer esses dossiês por vingança. Argumenta que toda a encenação na CPI por parte de alguns membros tinha o objetivo de desgastá-lo politicamente. “A encomenda era o desgaste e a desmoralização pública de minha pessoa”, sustenta o governador.
Marconi assegurou, por fim, que não guarda disso ódio ou rancor e que o episódio, embora lamentável, foi superado e que seu foco
sempre foi e continuará sendo trabalhar para continuar merecendo a confiança dos goianos.