Mônica Parreira
Goiânia – A jovem que teve vídeos íntimos divulgados no Whatsapp está há quase 20 dias confinada em casa. Ela deixou o trabalho, interrompeu os estudos, excluiu o perfil no Facebook e ainda considera que estes são apenas alguns dos problemas que enfrenta. Em entrevista à TV Anhanguera, nesta quarta-feira (23/10), foi enfática ao dizer que sua vida "virou um inferno".
A Polícia Civil de Goiás investiga o caso desde o dia 9 de outubro, quando a vítima registrou um Boletim de Ocorrência. A suspeita gira em torno do ex-companheiro, que teria divulgado vídeos em momentos íntimos do casal pelo WhatsApp. "Eu tenho certeza que foi ele. Eu não fiquei com outra pessoa e não gravei com outra pessoa", afirmou durante a entrevista.
O rapaz, de 22 anos, já foi ouvido pela delegada Ana Elisa Gomes Martins. Durante o depoimento, ele ficou a maior parte do tempo em silêncio, mas afirmou que nunca teve nenhum tipo de relacionamento com a jovem que aparece nos vídeos. O suspeito se negou a entregar o celular para perícia.
Por amor
A jovem revelou que os vídeos estavam em uma pasta, no celular dele, com senha. "Era uma pasta compactada, só ele tinha acesso", disse, explicando ainda que concordou em gravar as imagens.
"Não me arrependo porque fiz por amor, com uma pessoa que eu amava e em quem eu confiava", declarou. "Mas assim, nunca, mas nunca passou pela minha cabeça dele fazer o que ele fez", concluiu.
Consequências
Quando soube que o conteúdo havia sido compartilhado, a estudante de design de interiores contou que ele foi a primeira pessoa procurada. "Ele negou (que tinha sido o responsável por divulgar os vídeos) e disse que ia me ajudar a descobrir quem foi”.
Chorar foi a única reação da jovem quando percebeu a proporção que os vídeos tinham tomado. Segundo ela, além de divulgar as imagens, o ex-companheiro teria ainda colocado o número de celular dela junto aos vídeos. "Meu WhatsApp não parava de somar, foram mais de 4 mil mensagens de desconhecidos", relembrou.
Saindo de casa apenas para resolver coisas urgentes, como conversar com os advogados sobre o processo, a estudante disse que encontra consolo em seus familiares, amigos e até desconhecidos.
Uma fanpage criada no Facebook em apoio a ela já conta com mais de 34.400 curtidas. "Do mesmo jeito que tem gente criticando, tem gente apoiando”, disse.