A Redação
Goiânia – Chegou ao fim na noite de terça-feira (15/10) o julgamento dos dois acusados de balear o estudante Felipe Feitoza. Com isso terminou também a angústia da família do jovem, ferido em julho de 2009, em Goiânia.
O auxiliar da contabilidade Fabrício Freitas Pacheco, autor do disparo, foi condenado a oito anos, um mês e 29 dias de prisão. Já o estudante Júlio César Gonçalves de Araújo, proprietário da arma, foi condenado a sete anos, cinco meses e 15 dias de reclusão.
Julgamento
Três testemunhas listadas pelo Ministério Público (MP) foram ouvidas, em defesa de Júlio César e Fabrício. A testemunha de defesa, Bruno Henrique de Castro, declarou não se lembrar dos fatos, mesmo já tendo sido confirmado anteriormente em juízo. Ele afirmou apenas ter ouvido tiros, efetuados por Fabrício, mas não viu o que aconteceu de fato.
Felipe Feitoza afirmou que só se lembra de ter saído do shopping, aonde assistiu a um filme com o primo, e de caminhar rumo ao ponto de ônibus. O estudante relatou que não ouviu disparos, nem percebeu quando o carro de um dos réus se aproximou dele. Após o incidente, Felipe chegou a ficar 23 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto Neurológico de Goiânia, onde foi diagnosticada uma perda encefálica que deixou sequelas físicas e psicológicas.
Acusado do disparo que acertou a cabeça de Felipe, Fabrício disse, durante seu depoimento, que está arrependido de ter atirado contra o estudante. Já Júlio César, que dirigia o carro, alegou que não teve participação no crime, pois estava apenas conduzindo o automóvel e em nenhum momento incentivou a ação do amigo. O promotor Maurício Gonçalves de Camargo classifica o depoimento dos acusados como uma estratégia de defesa para desclassificar o crime de tentativa de homicídio para lesão corporal.
A réplica do caso teve início por volta das 18h, e pode durar até duas horas. A defesa tem o mesmo prazo para expor a tréplica para, então, dar início a reunião do Conselho de Sentença para que o juiz profira a sentença final. (Com informações do TJGO)