A Redação
Goiânia – O Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária Colônia Santa Marta (HDS), em Goiânia, apresentou um projeto que utiliza a literatura de cordel para explicar o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a 49ª edição do Congresso Mundial de Hospitais, realizada de 20 a 22 de outubro, em Seul, na Coreia do Sul. A iniciativa aproxima saúde pública e cultura popular para tornar as informações mais acessíveis à população.
Intitulado “Literatura de cordel como estratégia centrada na pessoa para apoiar a compreensão da jornada do paciente em um hospital público brasileiro” foi escrito com base no projeto Cordéis – O SUS em Prosa e Rima, uma iniciativa do HDS. As autoras da publicação são Cledma Pereira Ludovico de Almeida, Arlete Maria dos Santos, Sara Oliveira Souza, Mônica Ribeiro Costa e Naiclea Luzia da Silva.
O projeto é uma proposta de educação em saúde que explica os princípios do SUS, universalidade, integralidade e equidade, assim como orienta a população sobre como ter acesso aos serviços de saúde pública. Para isso, utiliza-se da linguagem e estrutura dos cordéis, presentes em oito folhetos temáticos utilizados para acolhimento e direcionamento de pacientes do HDS.
A ideia motivadora da iniciativa é reforçar à população o direito constitucional de acesso à saúde e ampliar o conhecimento sobre a organização do SUS. Dentro desse contexto, é realçado o papel do HDS, hospital referência estadual em cuidados prolongados, tratamento de feridas crônicas, atenção domiciliar e cuidados paliativos.
A supervisora de Experiência do Paciente do HDS, Cledma Pereira, celebra o alcance do projeto realizado pelo hospital. “É a cultura popular a serviço da saúde, aproximando o conhecimento dos profissionais da compreensão dos pacientes e reafirmando que a comunicação é parte essencial do cuidado. E há algo especialmente significativo nessa história: é o SUS, por meio de um hospital público brasileiro, que chega a um dos mais importantes encontros mundiais da gestão hospitalar para compartilhar conhecimento, experiência e inovação. Levar o HDS ao mundo é levar um pouco de Goiás, da cultura brasileira, da força do SUS e da certeza de que a verdadeira excelência hospitalar não se mede apenas por tecnologias ou indicadores, mas também pela capacidade de reconhecer a humanidade em cada pessoa que precisa de cuidado.”
