Adriana Marinelli
Goiânia – A professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), em Goiânia. O estado de saúde dela é considerado grave. A idosa está em coma induzido após ser atacada por um homem com uma garrafa quebrada durante uma caminhada no Setor Bueno, na manhã de domingo (18/10). A informação do estado de saúde da idosa consta em boletim médico divulgado na tarde de quarta-feira (21/10). Um novo boletim está previsto para a tarde desta quinta-feira (22).
Conhecida carinhosamente como Dona Beth por familiares e amigos, Elizabeth sofreu graves ferimentos no rosto, traumatismo craniano, fraturas nos ossos da face e perfurações no pulmão. De acordo com relatos da família, as lesões provocaram deformações no rosto, e a professora deverá passar por procedimentos de reconstrução facial.
O ataque ocorreu na Avenida T-10, nas proximidades do Parque Vaca Brava. Elizabeth foi socorrida por pedestres que passavam pelo local. O suspeito da agressão, Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, foi preso pela Polícia Militar (PM) após a ocorrência.
Segundo as informações sobre o caso, antes de atacar a idosa, o homem teria tentado agredir outra pessoa, que conseguiu fugir. Ele estaria em situação de rua e teria relatado ouvir vozes que lhe pediam para “agredir alguém”. Quando os policiais chegaram, o suspeito ainda estaria agressivo e teria avançado contra a equipe. Os militares atiraram na perna dele e realizaram a prisão. Kaio já tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas.
Família pede justiça
Diante da gravidade do caso, familiares de Elizabeth cobram justiça e manifestam preocupação com a possibilidade de o suspeito voltar às ruas. A arquiteta Camila Caramaschi, sobrinha da professora, publicou um vídeo nas redes sociais em que relata o sofrimento da família e pede apoio à mobilização por justiça.
“Lembrem-se, poderia ser a sua mãe”, escreveu Camila na publicação. No vídeo, ela descreve a gravidade dos ferimentos sofridos pela tia. A arquiteta afirmou que a família está profundamente abalada e defendeu punições mais rigorosas e medidas de proteção. Ela também agradeceu às pessoas que socorreram Elizabeth e aos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento. “Ela tem um nome: Elizabeth Caramaschi. Justiça por Elizabeth. Que nenhuma outra família precise viver esse horror”, arrematou Camila.
Veja o vídeo:
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