A Redação
Goiânia – Três pessoas ficaram feridas após um grupo jogar um artefato explosivo dentro de um bar no Setor Marista, em Goiânia, na madrugada deste domingo (20/9). Segundo a Polícia Civil, os envolvidos teriam feito um “desafio” para decidir quem teria coragem de acionar e arremessar a bomba contra o estabelecimento.
Uma das vítimas perdeu parte do cabelo com a explosão e outra sofreu perfuração do tímpano. Uma terceira pessoa ficou gravemente ferida e permanece internada, mas, de acordo com a polícia, não corre risco de morte. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil.
Câmeras de segurança registraram a ação. As imagens mostram um grupo em um Gol. Um dos ocupantes desce do veículo, prepara o artefato e, depois, corre de volta para o carro. Na sequência, o grupo deixa o local. Segundo a investigação, o explosivo foi lançado contra o bar enquanto havia clientes no estabelecimento.
A Polícia Civil informou que dois homens foram presos em flagrante horas depois da ocorrência. Eles foram autuados, inicialmente, pelos crimes de explosão e lesão corporal grave e encaminhados para audiência de custódia.
Uma mulher que também estava no veículo foi presa, mas responderá ao processo em liberdade. Segundo o delegado Rilmo Braga, a investigação ainda não conseguiu identificar de forma suficiente a participação dela no ato.“Num primeiro momento, nós não conseguimos identificar e materializar o dolo da terceira envolvida. Então, a dupla de homens está presa, a mulher responde em liberdade, mas provavelmente também será indiciada, além de quaisquer outros envolvidos”, afirmou o delegado.
Os nomes dos suspeitos e das vítimas não foram divulgados. Com isso, não foi possível localizar a manifestação da defesa dos investigados nas informações publicadas até o momento.
Investigação
Além de esclarecer a dinâmica da explosão, a Polícia Civil investiga se havia alguma relação anterior entre os suspeitos e as vítimas. Segundo a apuração, eles teriam amigos em comum e frequentariam os mesmos locais.
A possibilidade de o caso ser enquadrado como tentativa de homicídio também está sendo analisada. O delegado informou que a definição dependerá das perícias e das demais diligências realizadas pela polícia.
“Realizamos perícia de local de crime e outras diligências para que possamos identificar se realmente os crimes serão imputados apenas de explosão e lesão grave, ou tentativa de homicídio”, afirmou Rilmo Braga.
O inquérito também busca descobrir a origem do explosivo, quem forneceu o artefato e quem teria orientado os envolvidos sobre sua utilização. A Polícia Civil ainda apura a responsabilidade individual de cada integrante do grupo. Os dois homens permanecem presos à disposição da Justiça enquanto a investigação prossegue.
