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Custo da guerra no Irã sobe para US$ 43,6 bilhões, segundo nova estimativa do Exército dos EUA (foto: reprodução x)
Custo da guerra no Irã sobe para US$ 43,6 bilhões, segundo nova estimativa do Exército dos EUA (foto: reprodução x)

Custo da guerra no Irã sobe para US$ 43,6 bilhões, segundo nova estimativa do Exército dos EUA

Previsão é de cerca de US$ 3 bilhões por mês

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18.09.2026 - 22:49:21

São Paulo – O custo da guerra contra o Irã para as Forças Armadas dos Estados Unidos chegou a US$ 43,6 bilhões em 3 de setembro, de acordo com uma nova estimativa apresentada esta semana aos congressistas do país.

O número divulgado pelo Comando Central dos EUA, que supervisiona as operações no Oriente Médio, apresenta o custo mais atualizado do conflito desde que ele foi iniciado pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.

Um relatório do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) divulgado na terça-feira indicou que a guerra havia custado US$ 38 bilhões até 1º de agosto e continuará a gerar despesas de cerca de US$ 3 bilhões por mês, dependendo da intensidade do conflito.

A nova discriminação, analisada pela Associated Press e divulgada anteriormente pela Bloomberg e pela Punchbowl News, também mostrou o uso contínuo de munições caras pelas forças americanas. Os custos com armas aumentaram em mais de US$ 6 bilhões em pouco mais de um mês, passando de US$ 21,7 bilhões, conforme constava no relatório do CBO, para US$ 28,1 bilhões na estimativa do Comando Central dos EUA.

O custo financeiro é apenas uma das medidas do impacto da guerra contra o Irã, que também está afetando os preços do petróleo e o mercado de ações e tem causado mortes e ferimentos entre as tropas americanas. Os custos políticos serão avaliados nas eleições legislativas de meio de mandato em novembro, com os candidatos republicanos enfrentando dificuldades crescentes devido à impopularidade da guerra.

A estimativa mais recente de custos surgiu no momento em que o governo Trump pressiona por uma proposta histórica de orçamento militar de US$ 1,5 trilhão. A Casa Branca também está solicitando ao Congresso que aprove um pacote de US$ 95 bilhões que ajudaria a financiar a guerra contra o Irã e outras prioridades.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, pediu a aprovação do orçamento durante um discurso nesta sexta-feira, 18, em Austin, no Texas, na Saronic Technologies, empresa que fabrica drones para a Marinha.

“Estamos solicitando US$ 1,5 trilhão no orçamento atual para realizar investimentos de longo prazo que mantenham nosso país forte e garantam empregos de qualidade e bem remunerados para fabricantes americanos como a Saronic”, disse Hegseth. “Cumpriremos com esse investimento de longo prazo. Financiaremos este departamento.”

Enquanto isso, senadores democratas estão exigindo que Hegseth apresente um relatório completo dos custos da guerra contra o Irã. Em uma carta ao chefe do Pentágono, os legisladores criticaram o Departamento de Defesa por ocultar informações orçamentárias básicas do Congresso e do público americano, mesmo com mais baixas entre soldados dos EUA e maiores custos para os contribuintes.

O relatório de uma página apresentado pelas Forças Armadas dos EUA ao Congresso nesta semana inclui os custos de operação de navios de guerra, aeronaves e bases, bem como as perdas de equipamentos e o apoio médico às tropas. As baixas registradas pelo Pentágono totalizam 18 mortos e mais de 830 feridos, de acordo com o Sistema de Análise de Baixas da Defesa.

O relatório não inclui os danos às bases americanas no Oriente Médio, que o Irã atacou com mísseis balísticos e drones. Um relatório do inspetor-geral do Pentágono divulgado na segunda-feira, 14, afirmou que os ataques iranianos danificaram e destruíram centenas de edifícios e outras estruturas nas bases americanas no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia.

No novo relatório ao Congresso, o valor referente às munições foi, de longe, o maior, representando bem mais da metade de todos os custos. As armas avançadas que têm sido mais procuradas são os interceptadores de mísseis defensivos, como os lançados pelos sistemas Patriot e THAAD do Exército.

A redução dos estoques também causou alarme na Europa, onde autoridades dos EUA e da OTAN afirmaram à AP que há uma escassez “além do crítico” de interceptores de mísseis. A Arábia Saudita também está ficando sem interceptores e recorreu a aliados regionais e ocidentais em busca de ajuda, à medida que seu impasse com os rebeldes houthis no Iêmen se prolonga.

*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.

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por Agência Estado

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