José Abrão
Goiânia – Com a Copa do Mundo de 2026 a todo vapor nos Estados Unidos, México e Canadá, o objeto que todo jogador sonha em erguer volta a ser celebrado em todo o planeta. Mas poucos sabem a história por trás da peça que substituiu a lendária Jules Rimet.
Quando o Brasil conquistou o tricampeonato em 1970 e ganhou o direito de levar a Jules Rimet para casa em definitivo, a Fifa se viu diante de um problema: precisava criar um novo troféu. A Jules Rimet original, inclusive, foi roubada por aqui em 1983 e nunca foi encontrada.
O desenho para a nova taça veio de Milão, pelas mãos do escultor italiano Silvio Gazzaniga. Em 1971, a entidade lançou um concurso internacional que reuniu 53 projetos de diferentes países e o de Gazzaniga foi o vencedor. O escultor concebeu duas figuras humanas estilizadas que, em espiral ascendente, erguem o mundo: a ideia era capturar em um único gesto tanto a alegria da vitória quanto a elevação do esforço coletivo.
Conheça a história do troféu da Copa do Mundo. Estatueta criada em 1974 é feita de ouro maciçohttps://t.co/Ko9ok9BOtB pic.twitter.com/ZWAGZxOnyJ
— Jornal A Redação (@aredacao) June 20, 2026
A estreia da estatueta foi na Copa da Alemanha Ocidental, em 1974. O troféu é feito de ouro maciço de 18 quilates, pesa 6,175 quilos, mede 36,8 centímetros de altura e possui uma base de 13 centímetros de diâmetro, ornamentada com faixas de malaquita verde. Ao contrário da taça anterior, ela se chama apenas Troféu da Copa do Mundo da Fifa.
A taça original vive no Museu Mundial do Futebol da Fifa, em Zurique, na Suíça, e só é removida para situações muito especiais e controladas: sorteios de competições, a Turnê do Troféu ao redor do mundo e o dia da final da Copa, quando os campeões a erguem em campo. E só em campo: depois, a equipe vencedora leva para casa uma réplica banhada a ouro.
Gazzaniga morreu em outubro de 2016 em Milão, aos 95 anos, mas seu legado segue adiante no troféu que erguido a cada quatro anos.
