Michelle Rabelo
Goiânia – "A unidade vem trabalhando com demanda de pacientes superior à sua capacidade de atendimento". Assim começa a nota oficial que justifica o fato de macas das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), terem sido utilizadas pelo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), impossibilitando a realização de atendimentos pela equipe móvel neste domingo (14/7). Segundo o Hugo, a grande quantidade de pessoas na unidade colabora para a demora na liberação dos equipamentos.
Durante o domingo (14), oito ambulâncias do Samu ficaram estacionadas na entrada de emergência do Hugo aguardando a liberação das macas. O hospital informou que, atualmente, trabalha com uma média de 30% a mais que sua capacidade de atendimento, mas que já estuda ações para resolver o problema. A unidade, que está sob administração do Instituto Gerir, recebeu 50 leitos de enfermaria, totalizando 241, e 14 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), totalizando 58.
A unidade trabalha com sobrecarga e a adminstração informou que no dia 1º de julho, havia 366 pacientes internados, sendo que a capacidade de atendimento do hospital é de 276 pacientes.
A promessa é que até o final deste mês os leitos de UTI contabilizem 70. Além disso, a administração do Hugo disse que vai investir em aquisição de equipamentos, reformas físicas e qualificação do corpo técnico.
Na nota, o Hugo cita também como causa do acontecido neste domingo (14), o grande número de encaminhamento de pessoas do interior do Estado, muitas vezes com casos que não se enquadram nos perfis de urgência e emergência. E ainda a falta de resolutividade das unidades de urgência do município (Cais), que também encaminham ao Hugo casos de pequena gravidade, sobrecarregando o hospital.
"Destacam-se, ainda, os problemas com a Central de Regulação – que em várias situações também encaminha pacientes que não se enquadram no perfil de atendimento do Hugo – , a falta de leitos de suporte da rede conveniada e o não funcionamento do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa)", traz o documento.
De acordo com a nota, de janeiro a junho deste ano, 5.436 pacientes provenientes de Aparecida de Goiânia foram atendidos pelo hospital, sendo que mensalmente, cerca de 20% dos atendimentos realizados no Hugo dizem respeito a pessoas do município vizinho.
Confira a nota na íntegra:
O Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) esclarece que as macas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) permaneceram em suas instalações porque a unidade vem trabalhando com demanda de pacientes superior à sua capacidade de atendimento, o que colabora para a demora na liberação dos equipamentos. Tal quadro pode ser atribuído a diversos fatores. Entre eles, estão o grande número de encaminhamento de pessoas do interior do Estado, muitas vezes com casos que não se enquadram nos perfis de urgência e emergência. Outro gargalo é a falta de resolutividade das unidades de urgência do município (Cais), que também encaminham ao Hugo casos de pequena gravidade, sobrecarregando o hospital.
Destacam-se, ainda, os problemas com a Central de Regulação – que em várias situações também encaminha pacientes que não se enquadram no perfil de atendimento do Hugo – , a falta de leitos de suporte da rede conveniada e o não funcionamento do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa). Com relação a este último fator, é necessário frisar que, somente de janeiro a junho deste ano, 5.436 pacientes provenientes de Aparecida de Goiânia foram atendidos pelo hospital. Mensalmente, cerca de 20% dos atendimentos realizados no Hugo dizem respeito a pessoas provenientes daquele município.
Hoje, o Hugo está atuando com uma média de 30% a mais que sua capacidade de atendimento. Para se ter uma ideia da sobrecarga da unidade, no dia 1º de julho, havia 366 pacientes internados, sendo que a capacidade de atendimento do hospital é de 276 pacientes. Para fazer face ao problema, diversas providências têm sido tomadas pelos gestores da unidade. Entre elas, estão o aumento dos leitos de enfermaria (antes da administração do Instituto Gerir eram 191, hoje já são 241, o que representa um aumento de 31%) e dos leitos de UTI (em maio de 2012 eram 44; hoje são 58 e, até o final deste mês, chegarão a 70, um aumento de 60%), além do investimento constante em aquisição de equipamentos, reformas físicas e qualificação do corpo técnico.