Adriana Marinelli
Goiânia – Dados das investigações da Operação Resgate, deflagrada no dia 9 de maio deste ano para investigar um grupo de extermínio que agia em Goianira (GO), foram apresentados na manhã desta segunda-feira (8/7) pela Polícia Civil (PC). Conforme foi divulgado, 24 pessoas, sendo 17 policiais militares, foram indiciadas. As investigações foram concluídas na última sexta-feira (5/7).
Conforme consta no inquérito, já encaminhado ao Ministério Público (MP), há indiciamentos, entre outros, por formação de quadrilha, homicídio, tortura, ocultação de cadáver, receptação, extorsão, porte ilegal de armas e tráfico de drogas.
Também de acordo com a Polícia Civil (PC), o grupo indiciado teria participação em pelo menos 18 casos de homicídio, sendo que em alguns houve ocultação de cadáver. Responsável pelas investigações, o delegado Alexandre Lourenço explica que quase todos os casos estavam relacionados com drogas, já que a quadrilha comandava parte do tráfico no município de Goianira, Região Metropolitana de Goiânia.
Segundo as investigações, as vítimas eram jogadas, quase sempre, no Rio Meia Ponte. Porém, alguns corpos também foram localizados dentro de cisternas em cemitérios clandestinos.
Denúncia
As investigações que resultaram na Operação Resgate começaram depois que um dos membros da quadrilha resolveu abrir o jogo e denunciar os demais. Conforme apontam apurações da polícia, o grupo agia em Goianira há mais de 12 anos e havia, pelo menos, dez inquéritos em andamento relacionados aos crimes cometidos pela quadrilha, além de 13 Boletins de Ocorrência.
Segundo informações do comandante de Correições e Disciplina da Polícia Militar, tenente-coronel Lourival Camargo, todos os policiais indiciados na operação foram afastados das ruas e estão atuando administrativamente.
De acordo com o militar, cada caso será analisado separadamente e pelo menos três policiais indiciados já estavam sendo investigados pela Corregedoria da PM. Com a conclusão dos procedimentos, caso os PMs sejam considerados culpados, eles poderão ser expulsos da corporação.