Jales Naves
Especial para A Redação
Goiânia – Discutir as escolas literárias, estimulando os alunos na leitura e no debate das obras, já os preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), é a proposta para este ano do presidente do Clube do Livro do Colégio Estadual José Rodrigues Naves, professor Marcos Fernandes de Faria, coordenador da biblioteca dessa escola pioneira da cidade de Goianira. Ao retomar as suas atividades na manhã desta quarta-feira, dia 11, foi discutido o livro “A Moreninha”, romance do escritor Joaquim Manuel de Macedo, um dos maiores clássicos da literatura brasileira, publicado em 1844 durante a primeira geração romântica no Brasil, inaugurando o romantismo no país.
O romance “A Moreninha” foi primeiramente publicado nos folhetins, ou seja, semanalmente era lançado um capítulo ao público. Com uma linguagem simples, e muitas vezes coloquial, o tema do amor idealizado e puro é central na trama. A obra retrata os costumes da alta sociedade do Rio de Janeiro em meados do século XIX. O discurso direto é um recurso muito utilizado pelo autor com o intuito de transmitir autenticidade e espontaneidade nas falas dos personagens.
“Dom Casmurro”
Um novo debate já está programado: será na manhã do dia 11 de abril, sobre “Dom Casmurro”, um dos romances mais conhecidos de Machado de Assis (1839-1908) e da literatura brasileira, publicado em formato de livro pela primeira vez em 1900. “Os personagens Bentinho, Capitu e Escobar fazem parte de nosso imaginário até os dias de hoje e, embora a narrativa se passe na cidade do Rio de Janeiro, no período do Segundo Império, as questões da obra não se limitam a um tempo ou a um lugar específicos. A dúvida do protagonista quanto à traição da mulher amada, que perpassa toda a narrativa, se amplifica em questões sobre as incertezas e as dificuldades tão humanas, a imaginação e a fragilidade de nossas convicções, nos mais variados campos”, conforme a sinopse da Livraria do Bernardo, na internet.
A obra ocupa um lugar ímpar na literatura, tendo sido adaptada para diversas mídias e servindo como fonte inspiradora para tantos outros autores. Autodidata e de origem humilde, Machado de Assis ainda em vida teve o reconhecimento de seu trabalho como escritor e como figura literária representativa. Marcou seu nome na literatura, notadamente, com o romance, o conto e a crônica, produzindo em quase todos os gêneros literários.
