A Redação
Goiânia – A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quarta-feira (11/3), uma operação para apurar um suposto esquema de fraude em licitações envolvendo contratos firmados, em 2024, entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Goiânia e uma empresa fornecedora de tinta inseticida. Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de prisão em Brasília e 11 de busca e apreensão em Goiânia, Valparaíso de Goiás e na capital federal. O prejuízo ao erário apurado até o momento é de R$ 2,7 milhões.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações, iniciadas em 2025, apontaram diversas irregularidades no processo licitatório e na execução contratual para aquisição e aplicação de 2.500 latas de tinta inseticida, totalizando 10 mil litros do produto, ao custo de R$ 4,4 milhões.
Entre os indícios apurados estão a criação de um núcleo informal de compras dentro da secretaria para acelerar a contratação, a entrega de produto em desacordo com o previsto no contrato, o fornecimento de material próximo ao vencimento, falhas na fiscalização, ausência de controle no almoxarifado e inconsistências entre a metragem contratada e a efetivamente executada.
Também foram constatados indícios de aplicação do produto em imóveis desativados ou sem critérios técnicos definidos, além de possíveis divergências entre o volume adquirido, aplicado e remanescente.
À reportagem do jornal A Redação, a atual Secretaria de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) disse que está à disposição para colaborar com as investigações. Confira a nota abaixo:
NOTA
A Semasdh informa que está à disposição da Polícia Civil para colaborar com as investigações relacionadas à operação referente ao contrato para compra de tinta inseticida, firmado em 2024, durante a gestão anterior.
A atual gestão reafirma seu compromisso com a transparência e com a correta aplicação das verbas públicas.
Semasdh – Prefeitura de Goiânia.
