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Os autores dos livros com o Presidente do IHGG (Foto de Lays Carvalho de Araújo)

IHGG vai lutar pela criação do Museu do Futebol e já cria grupo de trabalho

Debate ocorreu nesta sexta-feira (6/3)

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06.03.2026 - 18:00:03

Jales Naves

Especial para A Redação

Goiânia – Ao promover, na manhã desta sexta-feira, dia 6, em seu auditório, um debate e lançamento de livros sobre os quatro clubes de futebol de Goiânia, com momentos emocionantes, o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás oportunizou o surgimento da ideia de criação de um Museu desse esporte na cidade. A proposta, de imediato, foi apoiada pelo próprio IHGG, com o presidente Jales Guedes Coelho Mendonça já propondo a formação de um grupo de trabalho, com a indicação de diversas entidades empresariais, profissionais e públicas, para as providências necessárias.

Foi um evento marcante na história do Instituto, que existe há mais de 90 anos, é o guardião da memória goiana, ocupou seu espaço no incentivo e na promoção da cultura na cidade e exerce um importante protagonismo na construção da história de Goiás.

Nessa reunião memorável, com grande participação, estiveram presentes jogadores que escreveram belas histórias em suas jornadas, como Lincoln e Macalé, e muitos atletas da velha guarda, que compareceram, foram aplaudidos. Também estiveram no IHGG dirigentes de clubes, empresários do setor, torcedores e profissionais de outras áreas, como o apresentador de tv João Alves Filho, conhecido como Malandrinho, por ser filho de um motorista de ônibus muito admirado e carismático, João Malandro, conhecido de muitas gerações dos que utilizaram o transporte coletivo da cidade.

Outro destaque também foi para a reativação da luta pela valorização do trabalho de formação das categorias de base das equipes, onde surgem os grandes jogadores, ação que tem ficado em segundo plano nos times goianos.

Memória
A proposta foi apresentada por muitos, referendada por todos e deve mobilizar os diversos setores em sua viabilização. Já foi indicado como local para abrigá-lo o Estádio Serra Dourada, palco de grandes disputas e que passa por mudanças, inclusive no sistema de gestão. O presidente do IHGG, Jales Mendonça, que coordenou o evento, disse de recente visita a São Paulo, quando esteve em todos os clubes com estádios e notou que em todos há uma preocupação com a memória do futebol.

A disputa entre os clubes e autores se deu não apenas nos campos, e se transferiu para a mesa diretora dos trabalhos no Instituto, quando os escritores ressaltaram as virtudes e as vitórias de cada agremiação, colocando-se como o que mais tinha vendido obras, para reforçar a liderança de seu time e que mais tinha história e troféus. Foi denunciado que os clubes estão perdendo os troféus, alguns os depositando em espaços inadequados, e outros simplesmente os desprezando.

Foram lançados os livros: “Atlético, Campinas e Accioly – Memórias da Força Quente de um Dragão”, organizado por Paulo Winicius Maskote e professores Horieste Gomes e Ângela Mascarenhas; “Memórias em Preto e Branco (1936-1974)”, sobre o Goiânia Esporte Clube, de Djalma Oliveira de Souza; “Verde que te quero verde”, sobre o Goiás Esporte Clube, de Hélio Rocha, representado pelo filho Bruno Rocha; e “Vila Nova — O Time do Povo e da Virada”, de Renato Dias.

Falou também o professor Fábio Santa Cruz, autor do livro “Futebol no Centro-Oeste: dos primórdios ao profissionalismo, 1905-2018”, lançado em 2020, como resultado de uma pesquisa realizada com apoio da Universidade Estadual de Goiás. A obra, com 228 páginas, conta a história do futebol nessa região do país, que teve início em 1905 com o padre Malan em Cuiabá e 1907 com o pastor Mac-Intyre e o estudante Walter Sócrates do Nascimento na cidade de Goiás. A primeira fase é a do amadorismo, época em que não havia campeonatos estaduais e as disputas mais importantes eram as municipais. Os principais clubes dessa época foram o Goiânia, o Atlético Goianiense, e três clubes de Cuiabá: Mixto, Dom Bosco e Atlético Matogrossense.

O profissionalismo chegou nos anos 60, quando os clubes foram transformados em empresas desportivas e os atletas em jogadores assalariados. “Nessa época, os campeonatos estaduais se tornam cada vez mais importantes”, lembra. A última fase é a do período pós-2000, em que o profissionalismo demonstra maior avanço no Centro-Oeste, principalmente no Estado de Goiás, que tem os clubes mais estruturados da região. Rivalidades do interior e grandes campanhas de clubes do Centro-Oeste no Campeonato Brasileiro foram tratados no livro.

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por Taíssa Gomes

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