Brasília – Uma série de manifestações está prevista para a tarde desta quarta-feira (26/6), em Brasília. O Movimento Juntos fará um protesto às 13h em frente ao gramado do Congresso Nacional para pedir a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara – que aprovou, na última semana, o projeto de lei que permite tratamento psicológico relacionado à orientação sexual, conhecido como "cura gay".
Na carta que será enviada pelo movimento ao presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pede-se que o Congresso "escute a voz das ruas" e "respeite a vontade popular". O documento é assinado pelo Movimento Juntos e por outras seis organizações para os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT). Na nota, os representantes LGBT dizem que Marco Feliciano fere os direitos humanos em sua atuação na Casa.
Hoje pela manhã, Um grupo de manifestantes posicionou 594 bolas de futebol no gramado em frente ao Congresso. Com um chute, eles vão simbolizar a passagem de responsabilidade por melhorias aos parlamentares.
Para o final da tarde, também está marcada uma mobilização em frente ao Congresso Nacional. O Movimento Ocupa Brasília (MOB), que ocorrerá em diversas cidades brasileiras simultaneamente, tem mais de 55 mil confirmações de presença em redes sociais só para a capital. A PMDF informou que vai deslocar um efetivo de 4 mil policiais para garantir a segurança durante a manifestação.
A pauta de reivindicações do MOB inclui o arquivamento da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33 – que tira do STF a última palavra sobre a constitucionalidade das leis editadas pelo Congresso; a saída do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Congresso; a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Copa; a aprovação do projeto de lei que classifica a corrupção como crime hediondo; o arquivamento do projeto de lei que transforma manifestação em ato de terrorismo; além da participação popular na reforma política. Sobre este último ponto, o governo estuda qual a melhor forma de garantir a participação população na reforma.
O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) informou que está em alerta para a possibilidade de paralisação do transporte público na cidade. A partir de 12h, as vias de acesso à Esplanada dos Ministérios serão interditadas, segundo informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Também está prevista uma mobilização em frente ao Ministério da Saúde, na Esplanada.
Quinta-feira (27/6)
Para amanhã (27/6), a União Nacional de Estudantes (UNE) convocou uma manifestação para reforçar a aprovação do Plano Nacional da Educação (PNE), que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. Ontem (24), a Câmara aprovou a lei do Executivo que vai destinar 75% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação pública, com prioridade para a educação básica. A concentração da manifestação amanhã será às 9h, no Museu Nacional da República, próximo à catedral, no centro de Brasília.
"A manifestação é uma forma de pressionar as autoridades para dar a atenção necessária à educação e aos temas da juventude. Enquanto houver a imensa defasagem na qualidade da educação pública do país, professores mal pagos, infraestrutura precária e outros desafios, não resolveremos problemas históricos do Brasil. É inadmissível que o Plano Nacional de Educação esteja há mais de dois anos e meio no Congresso sem perspectiva de aprovação imediata”, disse, em nota, a presidenta da UNE, Vic Barros.
Na pauta da UNE também estão o apoio ao passe livre estudantil, à reforma política, ao fim do financiamento público de campanhas eleitorais, à saída do deputado Feliciano da CDH e à democratização dos meios de comunicação. (Agência Brasil)