Yuri Lopes
Goiânia – A cantora Mara Maravilha foi a convidada do programa Morning Show, da RedeTV!, desta segunda-feira, onde falou sobre o deputado e pastor Marco Feliciano, cura gay e Daniela Mercury, mesmo que sem citar a rainha do axé. A ex-apresentadora chegou a se referir a homossexualidade como aberração.
A cantora contou que gosta e admira o pastor Marco Feliciano e disse que estão fazendo dele o "novo Judas". "Estão atirando pedras nele [Feliciano] como fizeram com Judas. Conheço muitas pessoas que pensam igual a ele", declarou ela.
Mara falou sobre o que acha de gays expressarem afeto em público. “Tem muitos pais, tem muitas mães, que não concordam com essa aberração. Eu não acho bonito nem um homem e uma mulher, em público, ficarem se atracando. Tem coisa que é particular. Imagina duas mulheres ou dois homens, não acho bonito. Mas se acontece de eu presenciar uma cena dessas, eu não vou fazer baixaria. Eu simplesmente me retiro”
Sem citar nomes
Mara Maravilha metralhou até para cima de Daniela Mercury, mas sem mencionar nominalmente a cantora baiana. “Estranho é, de repente, uma cantora, porque é popular, forçar os jornalistas – porque aquele é o trabalho deles – e dar um beijo na boca de outra mulher, tirar fotos daquilo. Eu não concordo com essa aberração. Não tô falando generalizado… Mas dessas pessoas que pensam ‘ah, vou dar um beijo na boca da minha companheira porque agora vou me promover com essa causa’. Tem muita gente fazendo isso. Não dou muito tempo para daqui a pouco posar ao lado de um homem porque quer mais mídia”, disse
Tudo cura
Quando um dos apresentadores do programa perguntou a Mara se ela acreditava na chamada “cura gay”, o projeto aprovado na Comissão de Direitos Humanos, presidida por Marco Feliciano (PSC-SP) na semana passada e que autoriza os psicólogos a tratarem homossexualidade como doença, Mara respondeu que acredita até na cura do impossível.
“Eu acho que ser gay é uma opção, é uma escolha. Essa cura pode ser mental, espiritual, depende da forma. Eu mesma já vivi vários tipos de cura na alma. Eu conheço muitos homossexuais que querem a cura. Na minha igreja mesmo. Dizem: "eu queria me ver livre disso". É de cada um”, relatou.