A Redação
Goiânia – Foi frustrada a tentativa dos servidores estaduais de chegar a um acordo com o Governo de Goiás sobre a data-base. O assunto foi discutido no final da manhã desta terça-feira (18/6), durante reunião no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, que contou com a presença do secretário Giuseppe Vecci e do chefe de Gabinete da Governadoria, João Furtado Neto, além de representantes de alguns sindicatos que respondiam por todos os servidores.
Insatisfeitos com o anúncio do Governo de Goiás, divulgado por Vecci na última semana, os servidores foram pras ruas do centro da capital nesta terça-feira (18), e conseguiram um encontro com representantes do governo.
"Na verdade, queremos nos reunir com o governador Marconi Perillo, mas infelizmente não foi ele quem nos recebeu hoje", disse Iêda Leal, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). Em entrevista ao jornal A Redação, ela informou que, durante a reunião, Giuseppe Vecci garantiu que tentará agendar um encontro entre o governador e representantes dos servidores.
Data-base parcelada
O anúncio do pagamento da data-base foi feito pelo governo de Goiás, por meio da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) e por recomendação do Conselho Estadual de Políticas Salariais e Relações Sindicais (Consind).
O reajuste é de 6,20% e será dividido em quatro parcelas anuais de 1,52%, com a primeira delas a ser incorporada à folha de junho, retroativo a maio de 2013, e as demais nos meses de maio dos anos de 2014, 2015 e 2016.
Inconformada com esse anúncio, Iêda desabafa. "Isso é um absurdo, não podemos aceitar! Todo ano vai dividir? Já estamos preocupados com o ano que vem."
Manifestação
Conforme estava previsto, vários servidores percorreram as ruas do centro de Goiânia nesta manhã para protestar contra o parcelamento do pagamento da data-base da categoria. A mobilização começou na Praça do Trabalhador e seguiu até o Palácio Pedro Ludovico, na Praça Cívica, também no centro.
Resposta
Por meio de nota, a Segplan afirmou que considera legítima a reivindicação dos servidores estaduais que, como todos os trabalhadores brasileiros, têm o direito de buscar melhores salários e condições de trabalho. "Entretanto, a condição financeira do Tesouro Estadual para o desembolso com despesas de custeio precisa ser considerada, assim como é necessário cumprir o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)."
"Apesar das recomendações técnicas da impossibilidade de aumento nas despesas com a folha de pagamento, o governador Marconi Perillo decidiu conceder a data-base de 2013, parcelando o reajuste em quatro parcelas, com o compromisso de fazer ajuste na folha de pessoal na mesma proporção para compensar o desembolso extra", reforça a secretaria.
Leia a nota na íntegra:
Entretanto, a condição financeira do Tesouro Estadual para o desembolso com despesas de custeio precisa ser considerada, assim como é necessário cumprir o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Ainda assim, com grande esforço, o Governo do Estado vem atendendo, da melhor forma possível, as reivindicações e direitos do servidor. Por isso, concedeu a data-base de 2011, a de 2012 e, agora a de 2013. Mesmo neste ano, em um momento em que a economia brasileira dá sinais de desaquecimento que pode refletir na queda de arrecadação de impostos, o Governo do Estado discutiu várias vezes a questão no âmbito do Conselho Estadual de Políticas Salariais e Relações Sindicais (Consind).
Apesar das recomendações técnicas da impossibilidade de aumento nas despesas com a folha de pagamento, o governador Marconi Perillo decidiu conceder a data-base de 2013, parcelando o reajuste em quatro parcelas, com o compromisso de fazer ajuste na folha de pessoal na mesma proporção para compensar o desembolso extra.
Hoje, mais uma vez, o Governo do Estado se abriu ao diálogo e esse canal permanece aberto. O Governo acredita no bom senso dos servidores públicos e espera um entendimento salutar, que atenda ao interesse público e ao respeito para com toda a população do Estado de Goiás.