Adriana Marinelli
Goiânia – Após ser notificado de liminar que determinou a suspensão da cobrança do valor de R$3 da tarifa do transporte coletivo, o presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Ubirajara Abud Alvesn (foto), convocou a imprensa para uma entrevista coletiva.
Na tarde desta quarta-feira (12/6), durante a entrevista, Ubirajara informou que convocou, em caráter de urgência, uma reunião com todos os representantes da Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC), que é formada por representantes da Prefeitura de Goiânia, Governo do Estado de Goiás, Prefeituras da Região Metropolitana e poder legislativo. “A ideia é discutir, com todos os membros, essa decisão Judicial.”
Em entrevista ao jornal A Redação, por telefone, o presidente da CMTC afirmou que a reunião servirá, inclusive, para definir um novo reajuste da tarifa. “Não posso apontar um valor que poderá ser definido, afinal, para chegar à decisão final, todos os membros da CDTC devem opinar”, explica. O dia e o horário do encontro ainda não foram definidos.
Por meio do microblog Twitter, a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) informou que a passagem do transporte coletivo de Goiânia voltará para R$ 2,70 a partir desta quinta-feira (13).

(Foto: reprodução/Twitter)
Reajuste
Sobre o reajuste de 11%, definido no final de maio, que elevou o preço da passagem para R$ 3, Ubirajara rebate as afirmações do Procon Goiás, que aponta o aumento como abusivo. “A CMTC fez o que tinha que ser feito. Realizamos todos os cálculos necessários e chegamos a esse valor, que foi de comum acordo entre os membros da CDTC”, afirma.
“Sem falar que o estudo técnico foi encaminhado para a Agência Goiana de Regulação (AGR), que analisou cada detalhe. Não temos dúvidas quanto aos cálculos”, enfatiza.
Logo após o anúncio do reajuste, o Procon-GO questionou a maneira como foram feitos os cálculos e apontou entre várias falhas.
Em meio à polêmica, o Ministério Público Estadual (MP-GO) também se manifestou e pediu que o valor da tarifa voltasse para R$ 2,70. Para o órgão, a medida deveria ser tomada, ao menos provisoriamente, até que uma nova análise da planilha de custos da CMTC seja feita.