A Redação
Goiânia – A Prefeitura de Goiânia afirmou, em nota emitida nesta sexta-feira (2/1), que monitora 24 horas por dia as lagoas de chorume do aterro sanitário e que a situação de acúmulo está sob controle, sem risco iminente de transbordamento. O posicionamento vem depois que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) atestou que a forma de tratamento do líquido não vem sendo feita de maneira adequada. No documento publicado hoje, a administração municipal disse ainda que mantém conversas com a Saneago para estabelecer um cronograma de transição para que uma empresa terceirizada assuma o tratamento do efluente.
Segundo o Executivo, o contrato com a nova prestadora, que usa tecnologia de biorremediação acelerada, foi assinado após oito meses de avaliação técnica e processos licitatórios. A expectativa é de que o tratamento comece a apresentar resultados em até 60 dias e alcance eficiência plena em cerca de 250 dias.
A prefeitura também pediu “compreensão institucional” à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) para que seja concedido o prazo necessário à plena implementação da solução definitiva, considerada pela gestão um passivo ambiental histórico que está sendo finalmente enfrentado.
O anúncio acontece em meio a um impasse com a Semad, que suspendeu o recebimento de chorume pela ETE da Saneago no Setor Goiânia 2 por falta de licença ambiental, o que levou ao acúmulo do efluente nas lagoas do aterro. Relatórios técnicos municipais alertam para risco de danos ambientais e sanitários se não houver continuidade no tratamento enquanto a transição não é concluída.
A prefeitura sustenta que a proposta de prorrogar o uso da ETE é uma medida técnica e temporária, necessária para evitar agravamento da crise até que a solução definitiva esteja em operação.
Leia a nota na íntegra:
A Prefeitura de Goiânia, por meio da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), informa que monitora as lagoas de chorume do aterro sanitário 24 horas por dia e que a situação está sob controle, sem risco de transbordamento. Paralelamente, mantém as conversas com a Saneago, visando ao estabelecimento de um cronograma de transição para a empresa terceirizada que irá assumir o tratamento.
Essa empresa conta com uma moderna tecnologia de tratamento de chorume, baseada em Biorremediação Acelerada por Bioaumentação de Microrganismos Autóctones, método já aplicado com sucesso em aterros de grande porte no Brasil. O novo processo apresenta dinâmica exponencial de eficiência, com resultados mensuráveis já nos primeiros 60 dias e evolução contínua até atingir, em até 250 dias, os níveis exigidos de tratamento integral. Essa transição terá início na próxima terça-feira (6/1), uma vez que se concluiu todo o processo de avaliação técnica, iniciado há 8 meses, licitatório e contratual, com a assinatura do contrato.
Tal processo permitirá à Prefeitura de Goiânia avançar de forma definitiva na correção de um passivo ambiental histórico, com responsabilidade técnica, segurança ambiental e compromisso com a saúde pública e o equilíbrio dos recursos naturais.
Durante o período de transição, o tratamento do chorume na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Saneago é fundamental, já que se trata de um procedimento técnico realizado há cerca de 20 anos.
Nesse contexto, a Prefeitura solicita compreensão institucional e razoabilidade dos órgãos estaduais de controle ambiental, em especial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), para que seja concedido o prazo necessário à plena implementação da solução definitiva em curso, solução esta que nunca foi tomada nos últimos vinte anos, quando o assunto chorume foi sempre tratado com descaso.
A atual gestão e a população de Goiânia não podem ser penalizadas por um problema que se arrasta há quase duas décadas sem qualquer iniciativa efetiva neste período, e que, agora, terá uma solução definitiva.
