A Redação
Goiânia – Estudo conduzido pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) coloca em evidência o mapeamento genético e morfológico das jabuticabeiras de Hidrolândia, município responsável por cerca de 98,5% da produção estadual da fruta. A pesquisa busca ampliar o conhecimento científico sobre a espécie, contribuir para práticas agrícolas mais sustentáveis e fortalecer a cadeia produtiva da jabuticaba, com impactos diretos na economia rural e na preservação da biodiversidade do Cerrado.
Desenvolvido por docentes da UEG em parceria com a Emater Goiás, o projeto está atualmente na fase de coleta de material botânico em diversas propriedades do município. Os pesquisadores Plauto Simão de Carvalho e Sabrina do Couto de Miranda explicam que o trabalho envolve a análise detalhada de características genéticas e morfológicas das plantas, além da construção de um banco de dados que servirá de base para futuras pesquisas e para o manejo mais eficiente das plantações.
“Estamos na fase de coleta de material botânico em diversas propriedades e desenvolvendo um banco de dados detalhado com características morfológicas e genéticas, que facilitará futuras pesquisas e o manejo das plantações”, destacam os pesquisadores. Segundo a equipe, o mapeamento também poderá contribuir para a certificação da produção local, agregando valor ao produto e estimulando o desenvolvimento sustentável da região.
A pesquisa integra um conjunto mais amplo de ações científicas conduzidas pela UEG voltadas à preservação do Cerrado goiano e ao desenvolvimento socioeconômico do estado. Em parceria com instituições como a Emater Goiás e agentes de fomento do governo, a universidade tem apresentado soluções que conciliam conservação ambiental, inovação científica e crescimento econômico.
Entre os avanços científicos recentes está a descoberta da nova espécie de planta nativa do Cerrado, a Jacquemontia verae, registrada oficialmente pela comunidade científica em 2025. A pesquisa foi conduzida pela professora Isa Lucia de Morais, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia e do curso de Ciências Biológicas da UEG, com a colaboração de pesquisadores de instituições nacionais. A espécie foi identificada em uma área de Cerrado Rupestre sob forte pressão ambiental, reforçando a necessidade de políticas de conservação e gestão territorial.
Outros estudos apoiados por chamadas públicas e parcerias também avançaram ao longo de 2025, como o projeto voltado à conservação e ao potencial econômico de frutíferas nativas do Cerrado, a exemplo de cagaiteiras e gabirobeiras. A iniciativa tem foco na geração de renda para agricultores familiares do Vale do São Patrício, ampliando as oportunidades econômicas de forma sustentável.
