Adriana Marinelli
Goiânia – O abandono de uma praça localizada no Loteamento Alphaville Residencial, bairro de Goiânia situado na saída para Guapó, tem gerado indignação entre moradores da região. O espaço público, que fica no encontro da Rua Alpha 10 com a Rua Alpha 13, está tomado por mato alto e acúmulo de lixo, cenário que compromete a segurança, a mobilidade e a qualidade de vida de quem vive ou circula pelo setor.
De acordo com os moradores, apesar de uma série de solicitações formais por roçagem e limpeza, o serviço não é realizado. A última vez que uma equipe da Prefeitura de Goiânia esteve no local, segundo pessoas que moram no bairro, foi em julho de 2025. Desde então, a vegetação cresceu e transformou a praça em um ponto de insegurança.
O estudante Gabriel de Souza, que mora em frente à praça há 11 anos, afirma que o problema é antigo. “É sempre assim. Toda vez é uma novela para que a limpeza dessa praça seja feita. Não é um trabalho contínuo, sabe? Eu já registrei várias reclamações pelo aplicativo da própria prefeitura, seguindo todos os passos que eles orientam, mas nunca tive retorno efetivo. A praça continua do mesmo jeito, só piorando”, relata.
Segundo ele, nem mesmo o contato direto com equipes que atuam na limpeza urbana foi suficiente. “Já cheguei a abordar funcionários da Comurg que estavam trabalhando na rua, expliquei a situação e pedi ajuda para limpar a praça. Eles disseram que iam repassar o pedido, mas, na prática, nada aconteceu”, afirma Gabriel. “Enquanto isso, quem mora aqui é que convive diariamente com o mato alto, o lixo e o risco”, completa.
(Foto: Gabriel de Souza)
A situação também preocupa quem não mora diretamente no local, mas frequenta o bairro. A enfermeira Irene Lúcio de Andrade, de 55 anos, conta que visita o Alphaville Residencial com frequência, já que a mãe mora no setor, e demonstra receio com o estado da praça. “O mato está tão alto que impede a visibilidade. A gente fica com medo por questão de segurança, porque não dá para ver quem está do outro lado”, diz ao mencionar, ainda, o risco de doenças como a dengue, já que o local tem muito lixo que pode acumular água.
Ela destaca ainda que o problema afeta até o trânsito na região. “Em alguns pontos, o mato atrapalha a visão de quem está dirigindo, principalmente nos cruzamentos. É um risco desnecessário, que poderia ser evitado com uma simples limpeza”, pontua ao enfatizar que os impostos de quem mora na região “chegam em dia, sem atrasos”. “O bairro é afastado, mas os cidadãos que moram aqui pagam impostos da mesma forma que os cidadãos que moram em bairros considerados nobres e centralizados”, enfatiza a enfermeira.
A reportagem entrou em contato com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), responsável pela limpeza e roçagem das praças da capital. Em nota, a Companhia informou que equipes irão à praça citada na reportagem para executar os serviços de roçagem e limpeza necessários no local. A data, no entanto, não foi informada.