A Redação
Goiânia – Apontado como suposto serial killer que atuava em Goiás e na Bahia, o pintor Rildo Soares dos Santos foi condenado, nesta segunda-feira (15/12), a mais 71 anos, 9 meses e 13 dias de prisão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver contra Monara Pires Gouveia de Moraes. Os crimes foram registrado em julho deste ano. A vítima vivia em situação de rua na cidade de Rio Verde.
A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Rio Verde, que acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de Goiás. Com a nova condenação, a Justiça determinou a execução imediata da pena, mantendo o regime fechado, além do pagamento de indenização por danos morais aos familiares da vítima.
Rildo já havia sido condenado anteriormente a 41 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, estupro e roubo qualificado praticados contra Elisângela da Silva Souza, de 26 anos. Nesse caso, o júri também fixou indenização mínima de R$ 100 mil por danos morais à família da vítima, com cumprimento da pena em regime fechado.
Elisângela foi estuprada e morta quando seguia para o trabalho, na madrugada do dia 11 de setembro. Imagens de câmeras de segurança registraram a jovem ao lado de Rildo caminhando em direção a um terreno baldio no bairro Popular. No dia seguinte, a família procurou a polícia para registrar o desaparecimento e iniciou buscas por conta própria. No assassinato de Elisângela, Rildo confessou o crime e relatou em detalhes como ele foi cometido.
Natural da Bahia e atuando como pintor, Rildo é investigado por pelo menos seis ocorrências violentas, incluindo três feminicídios, um latrocínio e o desaparecimento de duas mulheres. As investigações apontam que todos os crimes ocorreram durante a madrugada, em terrenos baldios, onde as vítimas eram mortas principalmente a pauladas.
De acordo com os investigadores, os corpos eram enterrados sob escombros e pedras. Em um dos casos, o suspeito também teria ateado fogo na vítima. Na residência de Rildo, policiais apreenderam bolsas femininas, roupas, celulares e até bonecas, itens que, segundo a polícia, podem ser considerados “troféus” de outros crimes ainda não identificados.
