A Redação
Goiânia – Goiânia será uma das cidades brasileiras a sediar, neste domingo (7/12), o ato Mulheres Vivas, mobilização nacional que tem reunido coletivos feministas, organizações populares e ativistas independentes para denunciar a escalada da violência de gênero no país. Na capital, a concentração está marcada para as 15h, na Praça Universitária, de onde as participantes seguem em caminhada até a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).
Ao final do percurso, será realizada uma performance de denúncia contra o feminicídio e a violência sistemática que atinge mulheres em Goiás e em todo o Brasil. A manifestação integra uma articulação que tem ocupado as ruas em resposta ao aumento dos casos de violência doméstica e ao que os movimentos apontam como abandono institucional diante dos feminicídios.
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Dados recentes da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher (DataSenado, 2025) mostram a dimensão da crise: 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses, e 27% das mulheres com 16 anos ou mais já foram vítimas de agressões cometidas por homens. Em Goiás, a situação é considerada igualmente alarmante. Para os coletivos que organizam o ato, os inúmeros casos registrados no estado revelam um cenário de impunidade e negligência.
O movimento Mulheres Vivas nasce como um levante feminista da sociedade civil, organizado de forma autônoma e urgente para exigir respostas efetivas do poder público e políticas de proteção que funcionem na prática. Em Goiânia, a construção do ato foi definida em reunião realizada no dia 4 de dezembro, com a presença de coletivos locais, ativistas e movimentos sociais.