Até Guillermo del Toro topar o desafio de fazer uma nova versão de Frankenstein para o cinema, uma das maiores injustiças cinematográficas era o romance gótico de Mary Shelley nunca ter tido uma adaptação à sua altura. E pior: a encarnação eternizada da Criatura no imaginário popular ser a dos filmes da Universal, que é bom, mas muito distante do original.
Em 2025, del Toro faz a versão mais fiel até agora, ao mesmo tempo em que sua releitura muda, reestrutura e revitaliza a narrativa, tal como o monstro, reconstruindo-a à sua imagem e para uma nova audiência. O cerne narrativo acaba sendo o mesmo de vários outros filmes do diretor: a monstruosidade está nos homens, tema já explorado em alguns dos seus títulos mais aclamados, como O Labirinto do Fauno, A Forma da Água e até mesmo no recente Pinóquio.
Frankenstein, ao contrário deste último título, também produzido para a Netflix, não toma tantas liberdades assim, mas as diferenças, mesmo sutis, são o suficiente para fãs devotos do romance torcerem o nariz. Particularmente, não me incomodou: há sem dúvida mudanças cabíveis entre qualquer mídia, ainda mais se tratando de um romance com mais de 200 anos de idade. Quero ver essa cobrança por fidelidade quando A Odisseia de Christopher Nolan patrolar as salas de cinema em 2026.
O conflito central gira ao redor de uma alegoria sobre trauma geracional familiar conforme a péssima relação parental entre Victor Frankenstein e seu pai se vê repetida entre o doutor e sua Criatura. Questões éticas e espirituais do livro original perdem espaço para o drama existencial e familiar, mais coerente com o conflito estabelecido.
Vale destacar que o filme também enche os olhos: cenografia e direção de arte brilham, dando o tom e a estética gótica perfeita para o filme, com um excelente uso de cores, em especial o vermelho e o verde, e do figurino, muitas vezes atrelados a um estilo particular para cada personagem.
O destaque também vale para o elenco: Charles Dance rouba as poucas cenas em que está, novamente condenado a viver um pai cruel, como o barão Frankenstein. Oscar Isaac está perfeito como um Victor Frankenstein insuportável, arrogante e covarde. Christoph Waltz também brilha no pouco espaço em que ocupa do filme. Porém, é claro que quem está melhor é Jacob Elordi, como a Criatura, em uma atuação acima de tudo física que consegue estabelecer a humanidade do personagem ao mesmo tempo em que o mostra como algo outro.
No elenco principal, apenas me decepcionou alguma coisa a atuação de Mia Goth. Apesar de ter um papel importante no filme, sua interpretação parece a mais afetada, em algumas cenas reduzida a fazer carão, algo que remove o impacto emocional de sua tragédia.
Frankenstein está disponível na Netflix e em cinemas selecionados.
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