Logo que recebeu a denúncia, a Polícia Militar e integrantes do COE foram para o local. Os agentes orientaram os comerciantes da região a abrirem as portas e se afastar das margens da calçada, que foi bloqueada para a operação de retirada do artefato. “Eles (policiais) disseram que as portas tinham que ficar abertas porque se houvesse explosão, o estrago ia ser menor”, disse uma comerciante local que não quis ser identificada.
A movimentação despertou curiosidade das pessoas que passavam pela avenida. “O tumulto começou quando a polícia interditou o quarteirão. Aí o trânsito ficou pesado e as pessoas paravam para ver o que estava acontecendo”, disse Derick Gonçalves, que é vendedor ambulante e trabalha no semáforo da Avenida Ricardo Paranhos. “Fiquei sabendo que era uma bomba quando vi aqueles carros blindados chegando, mas ninguém podia nem chegar perto pra saber o que estava acontecendo”, completou.
Desativação do artefato
Na tarde desta segunda, o artefato foi encaminhado para o quartel do Comando da Companhia Independente de Operações Especiais (COE), próximo ao Parque Areião, no setor Marista, onde foi desativado. “Fizemos um trabalho de explosão controlada, quando ocorre a detonação parcial da granada, fazendo com que ela fique desativada, sem precisar detoná-la totalmente”, explicou o sargento Arildo Silvestre.
Segundo o militar, a polícia não tem informações de onde teria surgido a granada. “Ela parece ser bem antiga, já estava enferrujada e não tem número de inscrição. Agora será feito um trabalho de investigação para saber quem teria deixado o objeto naquele local”, disse o sargento.