São Paulo – A França, o Reino Unido e a Rússia estão elevando o nível de segurança em grandes eventos e próximo a edifícios públicos depois que explosões na maratona de Boston mataram três pessoas e deixaram mais de 100 pessoas feridas na segunda-feira (15/4).
No Reino Unido, as operações de segurança foram intensificadas para o funeral da ex-primeira-ministra Margaret Thatcher. O evento deve acontecer na quarta-feira na catedral de St. Paul, em Londres, e inclui uma procissão pelas ruas da capital, com o caixão de Thatcher transportado por uma carruagem puxada por cavalos. Entre os convidados está a rainha Elizabeth II.
A polícia britânica também revisou os planos de segurança para a maratona de Londres, que deve acontecer no domingo. Na Rússia, os organizadores do Campeonato Mundial de Atletismo em Moscou dizem que vão reforçar a segurança no local. Segundo a agência de notícias R-Sport, Valentin Balakhnichev, presidente da Federação Russa de Atletismo, disse que os organizadores deverão “tirar conclusões” a partir das explosões em Boston.
Balakhnichev disse que os padrões de segurança aos quais eles aderem são altos, mas os organizadores “tomarão medidas mais duras” para garantir a segurança. A França, por sua vez, ordenou que intensificassem as patrulhas policias e a segurança nos arredores de edifícios públicos. “Novas medidas de precaução foram tomadas sem pânico ou dramatização”, disse o ministro do Interior, Manuel Valls, nesta terça-feira à rádio RTL.
A polícia francesa já estava em um estado elevado de alerta após a intervenção militar do país no Mali, acrescentou Valls. O ministro disse que as autoridades francesas estão tendo uma abordagem cautelosa quanto às origens das explosões de Boston.
Decididos a dar um show de “solidariedade” em relação a Boston, os organizadores da Maratona de Londres estão se recusando a ceder diante da ameaça do terrorismo ao confirmar a realização da prova, marcada para o próximo domingo (21/4). A capital inglesa, palco dos Jogos Olímpicos de 2012, tem sido um alvo para os terroristas, e esse tipo de preocupação se intensificou antes da corrida deste final de semana depois das cenas angustiantes presenciadas durante a Maratona de Boston, onde bombas explodiram durante a prova, matando três pessoas e ferindo muitas outras.
Entretanto, o ministro britânico do Esporte, Hugh Robertson, disse que a Maratona de Londres, assistida por estimados 500 mil espectadores e cujo trajeto atravessa os marcos históricos mais famosos da cidade, deve ser realizada como planejada para mostrar que “nós não seremos acovardados por este tipo de comportamento”. “A melhor maneira de reagirmos (contra ameaças terroristas) é seguir em frente com a maratona no domingo, para as pessoas nas ruas e para celebrá-la como sempre fazemos em Londres”, disse Robertson em entrevista para a rede britânica BBC nesta terça-feira (16/4).
“Estamos absolutamente confiantes de que podemos manter o evento protegido e seguro. Acho que este é um daqueles incidentes onde a melhor maneira de mostrar solidariedade a Boston é continuar com a prova e enviar uma mensagem muito clara aos responsáveis (pelas explosões de bombas)”, completou o ministro. A segurança passou a ser analisada mais profundamente na capital inglesa depois dos incidentes em Boston, onde duas bombas explodiram perto da linha de chegada da prova da última segunda.
“A Maratona de Londres seguirá em frente como planejado para domingo, embora continuemos a rever a segurança com a Polícia Metropolitana de Londres nos próximos dias”, admitiu o chefe executivo da Maratona de Londres, Nick Bitel, em uma entrevista ao site oficial da prova. “A Maratona de Londres estará em contato com os corredores por meio de seus e-mails e eles ouvirão de nós informações diárias neste sentido. Tentaremos manter nossos corredores atualizados ao longo deste período”, prometeu Bitel. A Maratona de Londres é uma das seis mais importantes do mundo, ao lado das que acontecem em Tóquio, Boston, Berlim, Chicago e Nova York, e contará com a participação de cerca de 37.500 participantes. (Agência Estado)