A Redação
Goiânia – Foi remarcada para a próxima terça-feira (5/3) uma reunião entre o presidente da OAB-GO, Henrique Tibúrcio, e o secretário Estadual de Segurança Pública, Joaquim Mesquita. O encontro estava previsto para esta terça (26/2).
Na ocasião, Tibúrcio entregará representação contra os policiais militares aspirante Alcides Moreno, o cabo João Roberto de Carvalho e o soldado Agnaldo Gonzaga Reis, envolvidos na agressão aos advogados Danúbia Campos de Oliveira e Marcelo Roriz Soares de Carvalho e Toledo, registrada no último dia 30.
“Essa covarde agressão é intolerável, sobretudo, quando praticada pelos responsáveis por nossa segurança. Estamos tratando desse caso com a dureza que se exige”, afirmou Tibúrcio.
PM2
O presidente da OAB-GO pede a saída dos três policiais das ruas e questiona ainda a atuação da chamada PM2, grupo da Polícia Militar que realiza investigações, o que é inconstitucional.
Policiais da PM2 também estiveram envolvidos no assassinato do advogado Davi Sebba, ocorrido no dia 5 de julho de 2012 dentro do estacionamento de um supermercado em Goiânia. Logo após o crime, Tibúrcio reuniu-se com o então secretário de Segurança, João Furtado, e pediu a elucidação do crime.
Assim que foi empossado, Mesquita visitou Tibúrcio na sede da OAB-GO e renovou o compromisso da SSPJ-GO de tratar o caso Davi Sebba como prioridade.
O caso
A advogada Danúbia de Oliveira acionou, no dia 30 de janeiro, a Comissão de Direitos e Prerrogativas (CDP) da OAB-GO, ao entender que tinha seus direitos violados durante o exercício profissional. Ela foi impedida de acompanhar a diligência de policiais militares ao imóvel de um cliente.
O plantonista da CDP, Marcelo Toledo, foi ao local. Também barrado, contestou a conduta dos policiais presentes e acabou sendo detido e teve seu celular recolhido. O aparelho pertence à OAB-GO. Ele gravava toda a conversa, como é procedimento padrão da CDP, o que teria motivado a reação agressiva dos policiais.
Presidente e vice-presidente da comissão, Alexandre Ramos Caiado e Alexandre Pimentel, dirigiram-se ao local do fato e à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, onde registraram queixa quanto ao abuso de autoridade e agressão.
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