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A arrogância é exterminadora do sucesso

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17.07.2024 - 08:44:53

Jim Collins, em seu livro “Como as Gigantes Caem”, estudou várias empresas que um dia foram potências em seus setores, mas que em algum momento mergulharam rumo ao desaparecimento ou à irrelevância.
 
Ele descobriu que todas as grandes derrocadas passaram por cinco fases: excesso de confiança, a busca indisciplinada por mais, a negação de riscos, a luta desesperada pela salvação e a irrelevância, que pode culminar com a morte do negócio.
 
Apresento essa pesquisa para destacar que o começo de um “tombo empresarial” é a arrogância que nasce do sucesso. Essa autoconfiança exagerada está firmemente enraizada na percepção de que, "se eu sou bom o suficiente para ter dominado o mercado, serei bom também para mantê-lo sob controle".
 
Esse raciocínio cega a cultura organizacional e a atira numa espiral viciosa, que pode terminar no cemitério corporativo. A empáfia é como uma praga, que quando se alastra pela cultura corporativa, tem o poder de feri-la de morte. O que não faltam são histórias de tropeções no universo organizacional e, frequentemente, o preço pago é o desaparecimento.
 
Dentre os exemplos de como a arrogância pode consumir empresas, temos: a Kodak, que preferiu focar na fotografia analógica e perdeu espaço no mercado digital, a Blackberry, que não conseguiu acompanhar a rápida evolução dos smartphones, o Yahoo, pioneiro dos mecanismos de busca superado pela concorrente Google, a Blockbuster, que não soube usar a vantagem que tinha frente à popularização do streaming, e muitos outros.
 
Um dos remédios para que as lideranças empresariais não caiam na tentação da arrogância é vestir o chapéu de empreendedor intracorporativo. Intraempreender significa promover uma mentalidade empreendedora na própria organização, incentivando os colaboradores a desenvolverem novas ideias e soluções.
 
Essa abordagem é crucial para evitar a complacência e a estagnação, que podem surgir quando uma empresa acredita que é boa demais para mudar. Sem inovação contínua, as empresas se arriscam a serem superadas por concorrentes mais ágeis e inovadores.
 
Por mais que um negócio tenha alcançado o sucesso, é vital não se deixar levar pela ideia de que esse sucesso é perene e está garantido. O mercado está em constante evolução e sempre pode surgir um competidor ainda mais forte e inovador. Por isso, manter a humildade e a disposição para mudar é essencial para sustentar a prosperidade a longo prazo.
 
*Yuri Trafane é consultor empresarial, CEO da Ynner Treinamentos e autor de “Os Quatro Papéis”
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por Yuri Trafane

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