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Tuberculose: desafios e estratégias no Brasil

17.04.2024 - 07:55:05
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A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta principalmente os pulmões. Considerada um grande problema de saúde pública e de extrema relevância devido ao seu alto poder de transmissibilidade, os portadores dessa doença precisam ser conscientizados e acompanhados por médicos.
 
O Ministério da Saúde notifica cerca de 70 mil novos casos a cada ano, e aproximadamente 4,5 mil mortes são registradas em decorrência da tuberculose. A pandemia de covid-19 impactou negativamente o acesso ao diagnóstico da tuberculose.
 
O Brasil é considerado um dos países prioritários para o enfrentamento da doença, ocupando a 18ª posição entre 30 nações do mundo com a maior carga da doença. A informação é a melhor estratégia para combater o preconceito e a propagação da doença.
 
A doença é transmitida pelo ar, de pessoa para pessoa, por meio da tosse, fala e espirro de um indivíduo contaminado. Estima-se que uma pessoa com tuberculose possa infectar de 10 a 15 pessoas durante um ano, em uma comunidade, em condições normais.
 
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é uma das mais utilizadas em todo o mundo e protege contra as formas graves da doença. No entanto, não oferece proteção para pessoas já infectadas pelo bacilo da tuberculose. Após 15 dias de tratamento, na maioria dos casos, a pessoa com tuberculose deixa de transmitir a doença. O diagnóstico e tratamento são disponibilizados pelo SUS e têm, em média, a duração mínima de seis meses, sendo crucial não interrompê-lo antes desse período para evitar agravamentos e resistência ao tratamento.
 
A desigualdade social e a moradia em áreas de risco e alimentação inadequada são fatores rotineiros que contribuem para o abandono do tratamento da doença. A crença na cura pela fé e a expectativa de cessação dos sintomas logo no início do tratamento são obstáculos para a adesão ao tratamento adequado, resultando em falha terapêutica.
 
A tuberculose é uma doença com tratamento bem estabelecido e curável. Portanto, se alguém apresentar sinais ou sintomas da doença, é fundamental procurar uma Unidade Básica de Saúde o mais rápido possível.
 
*Marília Vasconcelos é docente do curso de Farmácia da Estácio
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por Marília Vasconcelos

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