Adriana Marinelli
Goiânia – Policiais civis, militares e o Corpo de Bombeiros continuam trabalhando na busca do corpo da pequena Gabrielly Caroline Dias Rocha, de 10 anos, assassinada na últilma quinta-feira (18/10) em Uruana (GO), depois de deixar a casa da avó. Carlos José Moreira, de 50 anos, vizinho da avó da vítima, confessou o crime e segue detido.
O suspeito está, desde a noite de domingo (21/10), na Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH) de Goiânia. “Ele estava na delegacia de Uruana, mas moradores da cidade, revoltados, tentaram invadir o local. Por questões de segurança, optamos pela transferência dele, mas vale ressaltar que ele pode voltar para Uruana a qualquer momento”, explica o delegado responsável pelo caso, Alexandre Alvim Lima.
Entenda o caso
O crime que chocou e revoltou os moradores do município aconteceu na quinta-feira (18/10), depois que Gabrielly saiu da casa da avó com uma cadelinha. De acordo com a polícia, a mãe da menina não aceitava o animal em casa e, por esse motivo, Gabrielly tentava arrumar outro dono para o animal.
Foi nesse momento que o suspeito, Carlos José, teria levado Gabrielly para a casa dele e cometido o crime. “Ele alega que matou a menina com duas facadas no peito, mas que não esquartejou o corpo”, conta o delegado. A suspeita é que o autor tenha abusado sexualmente da vítima antes de matá-la, já que ele teria estuprado uma garota de 12 anos em 1986 em Araguapaz (GO).
“Questionado sobre uma possível violência sexual, ele nega. Garante que não abusou sexualmente da garota, mas não revela o que motivou fato. Alguns preservativos foram encontrados ao lado de um colchão em um matagal da cidade, mas ele garante que não eram dele”, acrescenta o delegado.
Segundo o suspeito, depois de matar Gabrielly, ele teria levado o corpo para um matagal, também em Uruana (GO). “Essa é apenas uma das versões apresentadas por ele, não podemos confiar. Em outro momento, ele, sempre muito frio, alegou que o corpo foi jogado em um rio, entre Uruana e Carmo do Rio Verde. O fato é que ainda não localizamos o corpo, pode até ser que ele esteja em outro lugar e não nos que já foram apontados”, afirma.
Violência sexual
Após o fato, levantou-se a suspeita de que a filha de Carlos José, que seria colega de escola de Gabrielly, também sofria abusos sexuais. O caso também será investigado. “Isso começou com boatos na cidade, mas não podemos descartar essa possibilidade”, conclui Alexandre.
Confira a reportagem da TV Goiânia/Band sobre o caso e o depoimento da mãe de Gabrielly: