Bruno Hermano
Goiânia – O candidato a governador de Goiás pelo PCO, Vinícius Paixão, defendeu, durante entrevista ao jornal A Redação nesta quinta-feira (1º/9), a retomada, pelo Estado, do sistema de geração e distribuição de energia elétrica em território goiano. Para o candidato, a privatização foi algo que “não deu certo” e o melhor seria a volta da Celg sob uma gestão de participação popular.
“Somos contra a terceirização de serviços e a privatização. No caso da Enel, a gente defende que o Estado reassuma sobre uma base de mobilização popular, de discussão da sociedade. Achamos que isso é mais adequado, desde que com métodos e práticas de administração mais democráticas”, afirmou.

Candidato ao governo de Goiás, Vinícius Paixão, concede entrevista ao jornalista Bruno Hermano
(Foto: Pedro Peralta/A Redação)
Além do setor de energia, o candidato abordou temas como educação, saúde e habitação, e destacou o posicionamento do PCO de enfatizar que o projeto do partido se baseia em um “governo de natureza popular, que consulte a população e que governe com as organizações da classe trabalhadora”.
Um dos temas considerados prioritários pelo candidato é o da habitação. Para Vinícius Paixão, é necessário que o Estado garanta o direito à moradia à população que se encontra desabrigada. O candidato ressaltou que, em Goiânia, há prédios e espaços públicos e privados que não cumprem função social e que, abandonados, podem trazer riscos à população. Segundo ele, estes locais poderiam ser utilizados pelo Estado em uma política de habitação ou para prestação de algum outro serviço público.
Sobre educação, o candidato defendeu a busca por melhores salários aos professores e uma gestão eficiente dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Quanto à saúde, Vinícius disse que o PCO é contra a terceirização da gestão dos hospitais públicos e propõe uma formação de conselhos de profissionais de saúde para a administração das unidades.
Palanque
De acordo com Vinícius Paixão, o PCO em Goiás apoia a campanha do ex-presidente Lula à Presidência da República, mas decidiu não fazer parte da coligação por discordar de alianças, como a que foi feita com o PSB, do candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin. “Apoiamos o Lula, mas temos um programa próprio”, explicou.
Sobre a campanha ao governo e dos candidatos do PCO em Goiás, Vinícius Paixão afirmou que o partido busca recursos financeiros para produção de material por meio de pequenas doações de apoiadores. “Estamos vendendo um bônus com um carnê. Estamos sem fundo eleitoral devido a uma ação no STF [Supremo Tribunal Federal]”, afirmou.
*O jornal A Redação realiza série de entrevistas com todos os candidatos ao governo de Goiás nas eleições 2022