Caroline Louise
Goiânia – Ampliar o número de colégios militares em Goiás está entre as propostas do candidato ao governo de Goiás pelo PL, deputado federal Major Vitor Hugo. “Nós temos hoje 63 colégios militares que abrigam cerca de 65 mil crianças e adolescentes. Nós temos a condição de chegar a 200 unidades desse formato. Além disso, queremos trazer um colégio do Exército Brasileiro para Goiás, criaremos um colégio militar do Corpo de Bombeiros e faremos uma parceria com a Polícia Rodoviária Federal para a criação de colégios cívicos”, disse o governadoriável durante entrevista exclusiva na sede do jornal A Redação, nesta segunda-feira (29/8). Na ocasião, Major Vitor Hugo estava acompanhado de parte de sua equipe de campanha e também de Wilder Morais (PL), candidato ao Senado na chapa.
Jornalista Caroline Louise; jornalista João Unes, direitor-presidente do jornal A Redação; Wilder Morais, candidato ao Senado;
e Major Vitor Hugo, candidato ao governo de Goiás (Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)
Ainda sobre a área da Educação, Major Vitor Hugo defende garantir o ensino da Lei Maria da Penha dentro das escolas, com uma modificação na grade escolar, conforme propõe, feita pela própria Secretaria de Estado de Educação de Goiás (Seduc). “O tema deve ser trabalhado dentro das escolas, para mostrar para as crianças que a violência contra a mulher é algo errado e punível”, declarou o candidato, que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em relação às políticas voltadas paras as mulheres, o candidato aponta 3 eixos fundamentais: a promoção da liderança, fazendo com que as mulheres assumam mais postos de liderança; promoção da igualdade no serviço público/privado; e combate à violência. “A nossa intenção é fortalecer o Batalhão Maria da Penha, criar novas delegacias, trabalhar a prevenção, aumentar a capacidade do Estado de receber as denúncias e estimular as mulheres a denunciar”, disse o candidato.
Major Vitor Hugo é natural de Salvador, na Bahia, e foi criado no Rio de Janeiro, de onde se mudou para Goiás, há 20 anos. O candidato, que possui carreira militar, propõe investimentos na Segurança Pública, como concursos públicos anualmente para todas as forças. “É preciso uma integração entre os órgãos, operações guiadas pela inteligência da polícia, blindagem das instituições para que elas não sofram interferência. Eu não vou usar e não vou permitir que ninguém use (as forças policiais) politicamente para seu bem e sua promoção pessoal”, pontuou.
O governadoriável defende ainda a criação de 3 secretarias especiais durante seu governo, caso eleito. São elas: Secretaria Especial do Entorno de Brasília, para dar suporte especial às cidades da região do Entorno; Secretaria da Inclusão, para cuidar das mulheres vítimas de violência, das crianças vítimas de abuso e das pessoas com deficiência; além de uma secretaria para atrair novos investimentos do setor privado, incluindo de outros países, para o Estado. “Se considerarmos que a capital de Goiás está a 200 quilômetros de Brasília, onde ficam todas as Embaixadas, podemos dizer que Goiânia está a 200 quilômetros de todos os países do mundo”, citou ao destacar a localização privilegiada da capital goiana para atração de investidores.
Para a geração de empregos, o candidato afirma que será necessário renegociar o Regime de Recuperação Fiscal de Goiás. “Para atrair novas empresas e indústrias para o Estado, será necessária essa medida para aumentar nossa possibilidade de conceder benefícios fiscais e diminuir impostos, de maneira que a gente consiga atuar em quatro eixos: mineração, indústria de defesa, turismo e infraestrutura”, resumiu ao enfatizar que, se for eleito, vai estabelecer uma gestão técnica no Executivo. “No meu governo não haverá indicação política, isso vai retomar a credibilidade do governo estadual. Não vou vender o futuro das crianças, do meu filho, que é goianiense, por barganha política”, finalizou.