Michelle Rabelo
Goiânia – Depois de se reunirem em assembleia na noite desta segunda-feira (17/9), os bancários goianos decretaram greve por tempo indeterminado nas agências bancárias a partir desta terça-feira (18/9). A informação é do Sindicato dos Bancários do Estado de Goiás, que explica que a paralisação atingirá as instituições financeiras das redes privada e pública. Alguns bancos da região central da capital devem estar fechados já pela manhã, por isso o goianiense precisa estar atento.
De acordo com o assessor geral do Sindicato em Goiás, José Fernandes da Silva, a greve é geral. "Cada sindicato tem autonomia para aderir ou não a greve. Fizemos uma votação ontem (17/9) e tivemos quase 100% de aprovação. Alguns preferiram se abster, mas no geral todos querem melhorias", explica.
Todas as agências da Caixa Econômica e Banco do Brasil devem estar fechadas. Já os bancos privados devem trabalhar de forma setorizada para que a população não fique prejudicada. Nesta terça-feira (18/9) as agências da Avenida Goiás, até a altura da Praça do Bandeirante, estarão fechadas.
"Montaremos dois escrotórios para informar a população. Um na porta do prédio espelhado da Caixa Econômica da Avenida Anhanguera e outro no Banco do Brasil da Avenida Goiás", explica Fernandes.
Durante a assembleia, houve um chamamento especial para os bancários lotados nas agências do interior do Estado. O Sindicato espera que estes também abracem a iniciativa. A decisão também aconteceu em âmbito nacional. Desde a primeira semana deste mês, quando a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) apresentou proposta de reajuste salarial muito distinta da reivindicação dos bancários, os trabalhadores ameaçam cruzar os braços. Ao todo, a categoria reúne cerca de 500 mil funcionários no País.
Segundo representantes do Sindicato em Goiás, a paralização foi motivada pelo "desinteresse" dos bancos em apresentar novas proposta aos funcionários. Os bancos oferecem reajuste de 6% sobre os salários e demais verbas, contra 10,25% pedido pela categoria. "As expectativas que eles (bancários) demonstram estão fora da realidade que a economia está vivendo. Este ano a economia está muito indefinida. Precisamos de certa cautela para fazer acordos", justificou o diretor de Relações de Trabalho da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico.
Em 2011, os bancários conseguiram reajuste de 9%, com 1,5% de aumento real. "Neste ano, o que eles ofereceram dá só 0,58% de aumento real", disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro.
A lista de reinvindicações é composta por contratação de mais empregados, pagamento do piso salarial do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), um plano de cargos e salários, auxílio refeição, cesta alimentação e auxílio-creche/babá, pagamento da 13ª cesta alimentação no valor de R$ 622, isonomia entre os empregados novos e antigos, carga horária de seis horas, fim do assédio moral e das metas abusivas.
Além disso acategoria quer uma melhor Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). A proposta da Fenaban foi de PLR de 90% do salário acrescido de valor fixo de R$ 1.484,00, podendo chegar a 2,2 salários de cada empregado. A reivindicação dos bancários à Fenaban é de PLR de três salários mais R$ 4.961,25 de parcela fixa. (Com informações da Agência Estado)