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Ravanastron: o ancestral mais antigo do violino

22.06.2022 - 16:11:14
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Othaniel Alcântara

Atualmente, tenho em minha biblioteca particular mais de uma dezena de livros contendo informações atinentes à origem e evolução do violino e, por extensão, dos demais membros de sua família: viola, violoncelo e contrabaixo acústico. Uma lista contendo os nomes desses livros encontra-se no Tópico “Obras Consultadas” (final desta Coluna).
 
Em algumas dessas obras, os relatos de seus autores são iniciados a partir do Ravanastron, instrumento musical supostamente originado na antiga Civilização Indiana1. Sabe-se que, Antiguidade, aquela civilização controlou grande parte da Península Hindustânica – atualmente  pela Índia, pelo Paquistão, pelo Nepal e pelo Butão -, além de alguns territórios próximos, como no caso do atual Sri Lanka.
 
Uma primeira observação:
 
Como justificativa para o asterisco colocado no subtítulo da presente Coluna, cumpre dizer que se trata de uma incongruência encontrada entre os dados históricos disponibilizados pelos autores selecionados nas etapas de pesquisa e revisão bibliográficas acerca do tema anunciado no título desta postagem. Trata-se da idade do Ravanastron, considerado o instrumento de cordas friccionadas com arco mais antigo de que se tem notícia.
 

Qual a data de nascimento do Ravanastron?
 
De fato, não existe consenso quanto a idade do Ravanastron. No tocante a esse pormenor, encontrei duas estimativas. Uma delas: c.5000 anos e, na maioria dos relatos: c.7000 anos. A título de ilustração, selecionei duas citações. A primeira delas, exarada no livro The Amadeus Book of the Violin Construction, pertence a Walter Kolneder. Segue o texto original:
 
 
The Pandarons, members of a large monastic order, accompany themselves with a kind of violins called ravanastron. Its name derives from the giant Ravanen, king of the island of Ceylon, who invented it almost five thousand years ago. (Kolneder, 1998, pp. 66-67; grifo meu).
 

O segundo excerto foi retirado de History of the Violin, obra assinada por William Sandys e Simon Andrew Forster (1864 , p. 9; grifo meu). Assim como na citação anterior, os autores atribuem a criação do Ravanastron a “Ravana king of Ceylon”, lembrando que o Ceilão é um dos antigos nomes do Sri Lanka, um país insular localizado logo abaixo da atual Índia, no Oceano Índico. No entanto, no complemento da frase, lê-se: “5000 years before the Christian era”. Ou seja, há c.7000 anos.

 

Figura 1: Cópia de um Ravanastron feita por Marcus Penna
 

Além da palavra Ravanastron, o “violino primitivo” – termo usado por Carl Engel (1876, p. 49) – costuma ser mencionado em vários livros com nomes diferenciados. Os mais comuns são: Ravanhattha (Ravanhatta) e Ravana Hasta Veena.

Vale esclarecer que o termo "Veena", em sentido genérico, refere-se a todos os tipos de instrumentos musicais de cordas da história indiana, sejam eles dedilhados (com ou sem trastes) ou tocados com arco etc. Tal afirmação pode ser encontrada na Tese assinada pela pesquisadora Amogh R. Nalawade e intitulada Vibro-acoustic analysis of the Veena (2015, p. 5) ou, ainda, no verbete “Vina”, presente na versão on-line da Encyclopaedia Britannica.

É pertinente mencionar que, ainda hoje, o Ravanastron faz parte da cultura musical da Índia. Abaixo, um exemplo de sonoridade do Ravanhattha (Vídeo 1).

Vídeo 1: Ravanhatta (Ravanastron)
Título (YouTube): Ravanhatta – A desert song on Ravana's musical instrument

 

No Vídeo 2, um dos descendentes do Ravanastron: o Erhu (chinês)

Vídeo 2: Erhu (de origem chinesa; considerado cópia do Ravanastron)
The Butterfly Lover – Part 1: Chinese Folk Music

 

No entanto, percebi que os primeiros autores visitados, em sua totalidade, com relação ao histórico do Ravanastron, são bem econômicos em suas palavras. Em geral, além das características de construção, como aludido, as narrativas se restringem a vincular sua criação a Ravana, apontado como o “rei de Lanka” ou o “rei do Ceilão”.
 
No tocante à palavra Ceilão, eu já sabia que se tratava de um dos nomes utilizados, em tempos passados, para se referir ao atual Sri Lanka2 , um país insular localizado ao sul da Índia. Melhor detalhando, acredita-se no século VI a. C., uma etnia indiana chamada sinhala migrou para o Sri Lanka. Naquela ilha, o “povo cingalês” – outra denominação para sinhala – passou a compartilhar o espaço com os Vedas, cuja origem, acredita-se, seja malaia. 

Figura 2: antigo mapa do Ceilão ou Taprobana (Sri Lanka)
Fonte: stringfixer.com

 

Como mencionado, existe um segundo epíteto para Ravana: o “rei de Lanka”. Nesse seguimento, notei que, relativamente ao tempo de Ravana, as fontes bibliográficas examinadas fazem uso do termo “Lanka” com sentidos distintos: como um reino ou como uma cidade ou, ainda, como uma fortaleza.

 


Figura 3: Sri Lanka
Fonte: medium.com/@nadja.rnobre
 
 

Não satisfeito com a ínfima quantidade de informações conseguidas, até então, sobre a história do Ravanastron, resolvi efetuar uma nova busca por trabalhos confiáveis, na internet. Uma das obras averiguadas foi Le Musée du Conservatoire national de musique. Catalogue descriptif et raisonné par Gustave Chouquet  (1884). Este catálogo dispensa cinco linhas para descrever as características de um exemplar do antigo Ravanastron pertencente ao acervo daquele museu (item 522; “presente da Madame Panfirtt Yiaxdot”).
 
Além disso, Gustave Chouquet (1884, p. 110) transcreve uma narrativa atribuída a Pierre Sonnerat (1748-1814). Conforme atesta Chouquet, em uma de suas viagens ao Continente Asiático, o naturalista e explorador francês teria entrado em contato com uma lenda sobre a origem do Ravanastron (ou Ravanhattha, Ravanhatta, Ravana Hasta Veena). Traduzindo as palavras de Pierre Sonnerat, o rei de “Lanka” é descrito como sendo “o famoso gigante hindu de dez cabeças que tomou a ilha do Ceilão de seu irmão Couvéra [Kubera]”. 
 
 

Figura 4: Ravana (Rei de Lanka/Ceilão)
 


Foi, então, que surgiu uma dúvida: 
 
  • Ravana realmente existiu? Ou trata-se de um personagem da mitologia3 indiana? 
     
Pretendo desenvolver este novo viés de abordagem na próxima coluna. Antes, no entanto, vou deixar aqui mais alguns dados acerca do Ravanastron.
 

Construção: corpo, cordas e arco.
 
De acordo com Brown & Brown (1888, p. 141), o corpo (caixa de ressonância) do Ravanastron original consiste em um cilindro oco feito de madeira (talvez bambu), com medidas aproximadas de 4 polegadas (10,16 cm) de comprimento e 2 polegadas (5,8 cm) de diâmetro.
 
Um dos lados do corpo do Ravanastron é coberto com pele animal. Relacionadas a esse aspecto, foram encontradas as seguintes referências:
 
  • De serpente (Brown; Brown, 1888, p. 141; Chouquet, 1884, p. 110; Pasquali; Príncipe, 1952, p. 1; Wright, 1941, p. 146)
  • De cabra (Viswanathan, 2016);
  • Por vezes, a pele de cobra é substituída por uma pele de cordeiro ou cabrito (Grillet, 1901, p. 273).
     
Como prolongamento da caixa de ressonância do Ravanastron, precebe-se (Figuras 3 e 4) um comprido braço de madeira, este que, por sua vez, abriga dois pinos (semelhantes às atuais cravelhas) em sua extremidade superior, cujas funções são sustentar e, certamente, afinar suas duas cordas. 
 
 
Figura 5: Ravanastron

Abaixo, as menções concernentes ao material empregado na confecção das cordas do Ravanastron / Ravanhatta:
 
  • Seda e, mais tarde, tripa. (Pasquali & Principe);
  • Seda (Grillet, 1901, p. 273).
  • Intestines of the gazelle(Brown & Brown).
 

Figura 6: Ravanastron
Fonte 1: commons.wikimedia.org 
Parece haver um consenso no tocante à matéria prima adotada na construção do arco: bambu e crina animal (para vibrar as duas cordas do Ravanastron). Neste último caso, provavelmente a crina preferida é a de cavalo, material ainda utilizado pelos principais archetiers da atualidade.
 

A descendência direta do Ravanastron
 
Abaixo, busquei elencar alguns instrumentos que podem ser considerados os descendentes do Ravanastron (ou Ravanhattha, Ravanhatta, Ravana Hasta Veena).
 

Omerti

– Presente nas culturas indiana e dos povos árabes;
– Acredita-se que seja um aperfeiçoamento do
Ravanastron.

Urh Sien (chinês) e R´Jenn (japonês)

– Considerados cópias do Ravanastron ou do Omerti.

Erhu (Vídeo nº 2), também de origem chinesa


– Considerado cópia do Ravanastron ou do Omerti;
– Artigo: 
Instrumentos chineses, um voo de 7000 anos (Autor: Paulo Veiga; Jornal da PUC/RJ)
 

Kemangeh (kamanche, kamancha ou “violino persa”)

– Família: Kemangeh à gouz ("viola antiga"), Kemangeh farkh (“médio Kemangeh” ou “media-viola”) etc.
– Suas origens estão na antiga Pérsia, cujo território, atualmente, é ocupado por nações como Afeganistão, Turquia, Paquistão, Iraque e Irã. Todavia, seu uso é um importante elemento da cultura dos povos árabes. 


 

 

Figura 7: Kemangeh à gouz
Fonte: Dicionário Técnico de la Música
(organizado por Felipe Pedrell)


 

NOTAS:

1) Politicamente, costuma-se dividir, inicialmente, a história da Índia antiga em duas etapas: pré-ariana (iniciada há cerca de 75.000 anos) e ariana (a partir de 1.500 a. C., aproximadamente). Na primeira fase, trazendo as palavras de Alda Mauro Tírico (1964, p. 299), “existiam na Índia populações primitivas como os veddas do Ceilão, os khonds, disseminados pelas áreas centrais e Orissa, os kols, os katharis, os thakours e os munda”. Por volta de 5.000 a. C., aquela população ficara conhecida como povo do Vale do Indo. Tempos depois, a civilização do Vale do Indo, por motivos ainda nebulosos, praticamente desapareceu em torno do ano 1.500 antes da Era Cristã. Mais menos por essa época, chegaram àquela região algumas tribos indo-europeias (grupos humanos que falam idiomas relacionados com o sânscrito). Em relação ao termo “ariano”, conforme a explanação de Pe. Vath, secundada por Tírico (ibid., p. 300), “é a designação de iranianos e hindus, nome dado por eles próprios a si mesmos”. Com a mesclagem das duas culturas, iniciou-se, então, o Período Védico (c.1500 a. C. a 300 a. C.). 

2) O significado de Sri Lanka (Sri Lanca, Seri Lanca) é “Ilha resplandecente”. Em sua história mais recente, no curso da Era Cristã, o Sri Lanka esteve sob o domínio de outros povos: chineses (século XV), portugueses (século XVI), holandeses (século XVII) e, por fim, os ingleses (1796 a 1948) que chamavam a ilha de Ceylon e sua capital “Madras”. Seu nome oficial (atual) é República [presidencialista] Democrática Socialista do Sri Lanka e sua capital é Sri Jaiavardenapura-Cota ou simplesmente Cota ou, ainda, Kotte (“fortaleza”). 

3) Mircea Eliade em seu livro Mito e Realidade (Coleção "Debates", Editora Perspectiva) nos instrui que “todas as grandes religiões mediterrâneas e asiáticas possuem mitologias”. E, ainda hoje, há casos de sociedades nas quais os mitos continuam vivos. E, mais: continuam exercendo a função de fundamentar sobretudo o comportamento ou as atividades do homem. Ainda para a autora, “o mito é uma realidade cultural extremamente complexa que pode ser abordada e interpretada através de perspectivas múltiplas e complementares”. Nessa orientação, Eliade afirma que, hoje em dia, o vocábulo “mito” é empregado em dois sentidos: 1) Como uma “ficção”, “fábula” ou "ilusão"; 2) Uma "história verdadeira", de "tradição sagrada”, uma “revelação primordial”, um “modelo exemplar", ou seja, por esta ótica, o mito é considerado “tal qual era compreendido pelas sociedades arcaicas” (Eliade, 1972, pp. 7-9). 

 

OBRAS CONSULTADAS:

Brown, Mary Elizabeth Adams; Brown, William Adams. (1888). Musical instruments and their homes. New York: Dodd, Mead and Company.

Chouquet, Gustave (1884). Le Musée du Conservatoire national de musique. Catalogue descriptif et raisonné par Gustave Chouquet – Conservatour du Musée. Paris: Librairie de Firmin-Didot et Cie.
 

Engel, Carl. (1864). The Music of the most Ancient Nations: particularly of the Assyrians, Egyptians, and Hebrews: with special reference to recent discoveries in Western Asia and in Egypt. London: John Murray, Albemarle Street.

Engel, Carl. (1876). Musical Instruments. London: Chapman and Hall Ltd.

Engel, Carl. (1883). Researches into the Early History of the Violin Family. London: Novello, Ewer & CO.
 

Kolneder, Walter. (1998) The Amadeus Book of the Violin – construction, history and music. Portland, Oregon: Amadeus Press.

Lavignac, Albert & Laurencie, Lionel de la. (1921). Encyclopédie de la Musique et Dictionnaire du Conservatoire. Paris: Librairie Delagrave.

Pasquali, Giulio; Principe, Remy. (1952). El Violin – manual de cultura y didactica violinistica. Buenos Aires: Ricordi Americana.

Sandys, Willian; Foster, Simon Andrew. (1864). History of the violin. Londres: John Russell Smith; Addilson and Lucas. 

Nalawade, Amogh R. (2015). Vibro-acoustic analysis of the Veena. (Thesis, Master of Technology). Indian Institute of  Technology Hyderabad.

Veiga, Paula. (2019). Instrumentos chineses, um voo de 7000 anos. Jornal da PUC (on-line).
 

Vina – musical instrument. (2022). In: Encyclopaedia Britannica (on-line), verbete revisado e atualizado por Virginia Gorlinski. 
 

Viswanathan, Priya. (2016). Veena and Other Ancient Musical Instruments of India. In: Dolls of India.

Wright, Rowland. (1941). Dictionnaire des instruments de musique: Étude de Lexicologie. London: Battley brothers limited.

 

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por Othaniel Alcântara

*Othaniel Alcântara é professor de Música da Universidade Federal de Goiás (UFG) e pesquisador integrado ao CESEM (Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical), vinculado à Universidade Nova de Lisboa. othaniel.alcantara@gmail.com

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